Perdas globais por desastres naturais recuam no semestre: relatório da Aon contabiliza US$ 111 bilhões em prejuízos
Depois do terremoto na Venezuela, as tempestades convectivas severas nos EUA e na Europa foram o fenômeno que gerou mais prejuízos econômicos no mundo
O relatório Global Catastrophe Recap - First Half (H1) of 2026, da consultoria global Aon, aponta que os desastres naturais causaram US$ 111 bilhões em perdas econômicas globais no primeiro semestre de 2026. O valor ficou 25% abaixo da média do século XXI, representando o menor nível desde 2018 no período de seis meses. As perdas seguradas, contudo, registraram valores acima da média histórica, totalizando algo em torno de US$ 47 bilhões em perdas seguradas — 77% relativas aos Estados Unidos, principalmente em virtude de tempestades severas.
O estudo da consultoria global listou os eventos mais relevantes no semestre. O terremoto na Venezuela (24 de junho) foi considerado o desastre mais caro do período, com perdas econômicas estimadas entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões. Na sequência, as chamadas tempestades convectivas severas (SCS, na sigla em inglês) nos Estados Unidos e na Europa foram o fenômeno que mais gerou prejuízos econômicos e segurados no mundo.
As tempestades convectivas são eventos meteorológicos locais e intensos gerados pela subida rápida de ar quente e úmido, provocando queda de granizos e ventos destrutivos ou tornados. Depois, vem a onda de calor histórica na Europa, responsável por milhares de mortes e por recordes absolutos de temperatura em pelo menos 15 países europeus.
O levantamento destaca que, no primeiro semestre, foram 16,2 mil mortes por desastres naturais no mundo, causados pela onda de calor europeia e pelo terremoto venezuelano. Ainda assim, os óbitos recuaram 56% em relação à média do século XXI no período.
Para a Aon, o primeiro semestre de 2026 demonstrou que, mesmo em um ano com perdas econômicas globais relativamente moderadas, eventos extremos localizados continuam produzindo impactos devastadores financeiros e em pessoas, ampliando os desafios para governos, empresas, seguradoras e populações expostas a riscos climáticos e geológicos.
Nesse sentido, o estudo alerta para a possibilidade de um super El Niño, fenômeno climático capaz de alterar padrões de chuva, secas, furacões, incêndios florestais e perdas econômicas por vários anos.
O estudo joga luzes sobre os eventos climáticos no Brasil e assinala que as perdas causadas, sobretudo, por eventos climáticos totalizaram US$ 3,4 bilhões, podendo avançar nos próximos meses. Isso porque o relatório mundial de catástrofes naturais da Aon coloca o Brasil entre os países mais vulneráveis aos impactos econômicos do fenômeno El Niño, especialmente no setor agrícola.
Segundo o estudo, a correlação entre eventos climáticos extremos e prejuízos no campo é tão significativa que o País é citado como referência global para a análise dos efeitos do El Niño sobre o mercado de seguros. Para o setor segurador, essas oscilações climáticas representam um risco estrutural que influencia preços, cobertura e planejamento financeiro, conclui o estudo.
A semana no ‘Notícias do Seguro’: inclusão securitária, proteção no transporte de cargas e planejamento para Los Angeles 2028
Proposta prevê transformar a comunidade em laboratório para ampliar o acesso à proteção financeira
Paraisópolis pode se tornar a primeira favela totalmente segurada do Brasil
Paraisópolis, em São Paulo, pode se tornar a primeira favela totalmente segurada do país. A proposta foi apresentada durante a Feira de Seguros para Todos os Bolsos, evento realizado em parceria entre a CNseg e o G10 Favelas.
Com cerca de 21 mil domicílios, a comunidade foi apresentada como potencial laboratório para o desenvolvimento de produtos de seguro, linguagens e formas de atendimento adequadas à realidade local.
Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas, destaca que as comunidades também movimentam recursos e possuem patrimônio que precisa de proteção:
“A favela movimenta muitos milhões e milhões de reais no Brasil, somos mais de 20 milhões de brasileiros que movimentam 300 milhões de reais e, por vezes, não se sentem protegidos ou não são colocados como parte da sociedade. Então hoje, a CNseg dá o exemplo, de fazer um evento no coração de Paraisópolis, trazendo as grandes seguradoras e mostrando que nós também precisamos ser protegidos.”
Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, a proposta está alinhada ao objetivo de ampliar o acesso da população à proteção financeira e associar a inclusão securitária a outras oportunidades dentro das comunidades:
“A ideia é integrar essas comunidades dentro de uma estratégia onde o seguro faz parte, inclusive, da geração de renda. Então integrar as nossas iniciativas de formação de jovens em tecnologia, de jovens atuários, educação securitária e financeira, formação de corretores nas comunidades, criação de espaços das seguradoras nas comunidades.”
A programação contou com representantes da Bradesco Seguros, CNP Assurances, Favela Seguros, Azul Seguros e MAPFRE.
🎬 Você sabia? Seguro também está nos bastidores das séries
Enquanto o público acompanha as estrelas e as produções premiadas no Emmy, muita coisa acontece antes de uma série chegar às telas. E os seguros também podem fazer parte desses bastidores.
O Seguro de Responsabilidade Civil Filmes, por exemplo, pode oferecer cobertura para danos causados a terceiros durante uma produção audiovisual, de acordo com as condições contratadas.
Assim, a proteção não está apenas relacionada ao que aparece diante das câmeras, mas também a parte da estrutura necessária para que uma produção seja realizada.
🚛 Acidentes com caminhões crescem nas rodovias e indenizações passam de R$ 634 milhões
Os acidentes envolvendo caminhões nas rodovias federais brasileiras cresceram 4,7% entre janeiro e maio, segundo dados da Confederação Nacional do Transporte compilados pela CNseg.
O Sudeste concentrou o maior número de ocorrências, com 2.339 acidentes.
O crescimento é acompanhado pelos desembolsos de uma das coberturas relacionadas à atividade dos transportadores. No primeiro semestre do ano, as indenizações do Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga ultrapassaram R$ 634 milhões.
O valor representa crescimento de 2,3% em relação ao mesmo período de 2025.
🏐 Tá na rede! Vôlei feminino garante vaga em Los Angeles 2028 e planejamento financeiro entra em quadra
As Olimpíadas de 2028 já estão no radar. A seleção brasileira feminina de vôlei garantiu vaga nos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos, e a próxima edição também marcará a décima Olimpíada do técnico Zé Roberto.
Para quem pensa em acompanhar a seleção brasileira de perto, ainda há tempo para transformar a viagem em um objetivo financeiro de médio prazo.
Uma das alternativas disponíveis é o Título de Capitalização. Existem produtos com pagamentos realizados durante determinado período e participação em sorteios, com premiações em dinheiro, além do direito ao resgate do valor previsto nas condições do título ao final do prazo.
Assim, quem pretende estar em Los Angeles em 2028 pode começar desde já a organizar o planejamento financeiro, avaliando as alternativas disponíveis e as condições de cada produto.
Fonte: CNseg, em 18.09.2026