O setor segurador se reinventou diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e agora figura entre os mais ativos nas discussões globais sobre clima e sustentabilidade. A reflexão foi feita pelo embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, durante evento promovido pela CNseg, destaque nesta edição.
O Boletim Notícias do Seguro também aborda como o clima da COP30 invadiu Brasília. A semana foi marcada por encontros ministeriais e setoriais, todos com o objetivo de afinar a pauta que será levada para os debates em Belém (PA), durante o evento que acontece em novembro.
E aí: existe um verbo para “tomar café da manhã”? A pergunta repercutiu nas redes sociais e, nesta edição, comentamos sobre a importância da educação financeira e securitária para garantir um matinal farto e seguro.
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Allianz é a primeira patrocinadora do VIII Prêmio de Jornalismo em Seguros
Apoio reforça o compromisso com a informação de qualidade e o fortalecimento do setor segurador
- Organizado pela Escola de Negócios e Seguros (ENS), pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) e pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o VIII Prêmio de Jornalismo em Seguros acaba de confirmar sua primeira patrocinadora: Allianz Seguros
- A empresa, que repete a parceria pelo segundo ano consecutivo, será a patrocinadora da Categoria Especial Allianz – Seguro Rural, reforçando o papel estratégico desse tipo de cobertura para o desenvolvimento econômico e social do país
Prêmio de Jornalismo em Seguros: valorização da imprensa e da informação de qualidade
“Pela segunda vez, temos a satisfação de contribuir com o Prêmio de Jornalismo em Seguros. Trata-se de uma iniciativa importante, que fortalece o papel da imprensa na ampliação do conhecimento da sociedade sobre o setor e na aproximação das pessoas com o tema. Acreditamos que informação de qualidade é o que sustenta decisões conscientes e fortalece a confiança entre empresas e consumidores”, afirmou Elysangella Nunes, superintendente de Comunicação, Sustentabilidade e Relações Institucionais da Allianz Seguros
A executiva explicou a escolha pelo tema Seguro Rural:
“Nesta edição, nosso engajamento é ainda maior com o apoio à nova categoria de Seguro Rural, que garante proteção ao produtor, sustenta a atividade agrícola e contribui para a estabilidade da cadeia de alimentos. Ao estimular a cobertura jornalística sobre o assunto, reforçamos a importância desse tipo de seguro para o desenvolvimento econômico e social do Brasil”, concluiu
Valores ampliados e reconhecimento ao jornalismo especializado em seguros
Nesta oitava edição, o Prêmio traz novidades: o aumento dos valores distribuídos. Serão R$ 210 mil em premiações, com R$ 20 mil para cada vencedor, R$ 10 mil para os segundos colocados e R$ 5 mil para os terceiros.
Além disso, o autor do trabalho mais bem avaliado entre os primeiros colocados receberá o título de “Jornalista do Ano em Seguros” e uma bolsa de estudos em imersão internacional da ENS, com passagens e hospedagem incluídas.
Inscrições abertas até 21 de novembro para o Prêmio de Jornalismo em Seguros
Jornalistas interessados podem inscrever até dez reportagens publicadas entre 1º de janeiro e 21 de novembro de 2025. As categorias são:
- Capitalização
- Previdência e Vida
- Saúde Suplementar
- Seguros Gerais
- Sustentabilidade & Seguros
- Categoria Especial Allianz – Seguro Rural
Guia de seguros para autônomos e MEIs: proteja sua renda, família e patrimônio
- Profissionais autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) não têm os benefícios trabalhistas garantidos aos empregados formais e assumem integralmente os riscos de sua atividade, sem o respaldo de um empregador
- Sem essa rede de proteção, eles mesmos precisam planejar sua segurança financeira para enfrentar imprevistos. Por exemplo, contratando seguros independentes que ofereçam cobertura em casos de doença, invalidez ou até mesmo morte
- Apesar dessa necessidade, a maioria ainda opera desprotegida: uma pesquisa da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostrou que apenas 26,7% dos pequenos empresários possuem algum seguro, deixando mais de 70% expostos a riscos sem nenhuma proteção, um cenário preocupante de alta vulnerabilidade financeira
Para quem é este guia: especialmente trabalhadores autônomos e MEIs de todos os setores, de motoristas de aplicativo e entregadores a profissionais liberais e donos de pequenos negócios, que desejam entender melhor como se proteger
A seguir, o Notícias do Seguro apresenta um guia prático, passo a passo, das medidas de proteção recomendadas.
Passo 1: Avalie os riscos e necessidades do seu trabalho
O primeiro passo é identificar quais riscos a sua atividade profissional e sua situação pessoal apresentam. Considere: quem depende da sua renda? (cônjuge, filhos?), o que aconteceria se você ficasse impossibilitado de trabalhar por um período? e quais bens do seu patrimônio estão em jogo na sua atividade? Essa reflexão inicial ajuda a determinar quais seguros serão mais importantes no seu caso. Muitas vezes, a solução envolve combinar vários tipos de seguros em uma “cesta de proteção”, ajustada às suas necessidades específicas, por isso é fundamental uma análise cuidadosa do seu perfil e objetivos para garantir a melhor cobertura. Em outras palavras, não existe um único produto mágico que cubra tudo; você provavelmente precisará de um conjunto de apólices complementares para ficar plenamente protegido.
Passo 2: Proteja sua fonte de renda (Seguros de Incapacidade e Acidentes)
Ficar sem poder trabalhar, mesmo temporariamente, pode comprometer seriamente as finanças de um autônomo ou MEI. Para se resguardar, existem seguros de proteção de renda que garantem uma remuneração ao segurado caso ele fique incapacitado de trabalhar por motivo de saúde.
O principal é o Seguro de Diária por Incapacidade Temporária (DIT), que paga um valor (diário ou mensal) enquanto o profissional estiver afastado por doença ou acidente. Por exemplo, se um eletricista autônomo sofrer um acidente e precisar ficar 2 meses sem trabalhar, o DIT poderá prover uma renda durante esse período, amenizando a perda financeira.
Já o Seguro por Invalidez (também chamado de invalidez permanente total ou parcial) oferece uma indenização única caso o segurado fique definitivamente incapacitado para exercer sua profissão, seja por um acidente grave ou por doença, ajudando a preservar a estabilidade econômica de sua família.
Dica: diferentemente do Seguro de Vida (que beneficia a família após o falecimento), essas coberturas de renda são utilizadas em vida, justamente no momento em que o profissional mais precisa de suporte financeiro para arcar com despesas médicas e pessoais. Algumas seguradoras oferecem também coberturas adicionais, como diária por internação hospitalar ou auxílio para despesas cirúrgicas, que cobrem custos de tratamento e recuperação, reduzindo o impacto financeiro durante o período de afastamento.
Para autônomos de menor renda ou microempresários individuais que acreditam não ter acesso a seguros tradicionais, vale conhecer os microsseguros, um produto voltado para, por exemplo, MEIs, com coberturas simplificadas e limites de indenização menores definidos em norma. Esses planos acessíveis podem englobar, por exemplo, uma garantia de perda de renda: se um evento coberto (como um incêndio ou roubo) danificar um equipamento essencial do seu trabalho e interromper suas atividades, o microsseguro pode pagar uma indenização correspondente à renda que você deixaria de receber nesse período. Assim, mesmo o empreendedor individual consegue se proteger contra a falta de ganhos em situações adversas.
Passo 3: Garanta a segurança da sua família (Seguro de Vida)
Se você é o principal provedor de renda da sua família, é indispensável considerar um Seguro de Vida. Em caso de falecimento do profissional, ele paga uma indenização aos beneficiários, geralmente os familiares, garantindo que eles mantenham estabilidade financeira mesmo na ausência do seu sustento. Esse recurso pode ser utilizado para quitar dívidas, pagar educação dos filhos ou simplesmente assegurar o custo de vida da família por um período, evitando um colapso imediato nas finanças domésticas. O objetivo é assegurar que os dependentes mantenham o padrão de vida apesar da perda do provedor, fornecendo uma rede de segurança financeira em um momento delicado.
Conforme destaca a própria SUSEP, quando a renda do lar depende majoritariamente de uma pessoa, o falecimento ou invalidez desse provedor pode impactar gravemente o orçamento familiar, e é para esses casos que existem os Seguros de Vida (e acidentes pessoais), de forma a oferecer uma indenização que permita à família reorganizar sua vida financeira
É importante escolher uma cobertura adequada às necessidades da sua família (há apólices com diferentes valores de capital segurado) e estar ciente de que o custo do seguro (prêmio) será calculado com base em diversos fatores, como idade, estado de saúde e ocupação do segurado. Em geral, quanto mais jovem e saudável, mais acessível é o Seguro de Vida; porém, mesmo para quem já tem mais idade ou exerce atividade de risco, existem opções no mercado. O fundamental é não deixar sua família desamparada.
Lembre-se de atualizar periodicamente a apólice conforme mudanças na sua vida (por exemplo, nascimento de filhos ou novos financiamentos), para manter a proteção sempre adequada
Passo 4: Proteja seus bens e a continuidade do negócio (Seguro Patrimonial)
Outro pilar do seu planejamento de segurança é segurar o patrimônio material que você utiliza no trabalho. Muitos autônomos trabalham em home office ou dependem de um veículo e equipamentos próprios, e um único incidente pode significar não só prejuízo financeiro, mas também a interrupção do negócio. Para evitar isso, existem seguros patrimoniais sob medida para pequenos empreendedores:
- Seguro Residencial ou Empresarial: voltado a proteger o imóvel que funciona como local de trabalho (seja sua residência ou um pequeno escritório/loja). Uma apólice residencial básica já cobre riscos como incêndio, queda de raio e explosão, eventos que podem destruir um imóvel ou inviabilizar suas operações. É possível contratar coberturas opcionais para diversos danos, como roubo de bens, danos elétricos em equipamentos, alagamentos/inundações, entre outros. Além de indenizar os prejuízos, muitas seguradoras oferecem assistência emergencial 24h, incluindo serviços de chaveiro, reparos elétricos e hidráulicos, que ajudam a evitar gastos extras e trazem mais segurança no dia a dia do negócio. Esse tipo de seguro é essencial para quem utiliza a própria casa como escritório ou armazena estoque e equipamentos no local. Assim, você protege tanto seu patrimônio pessoal quanto a infraestrutura do seu empreendimento.
- Seguro de Equipamentos: se sua atividade depende de ferramentas, máquinas ou eletrônicos de alto valor (como laptops, câmeras, ferramentas industriais etc.), verifique se eles estão cobertos na apólice do local ou considere um seguro específico para esses equipamentos. Especialistas orientam que o MEI cheque se a apólice residencial/empresarial cobre bens de uso profissional guardados em casa; por exemplo, um fotógrafo deve confirmar se seus equipamentos fotográficos estão protegidos contra roubo ou dano dentro da residência. Caso não estejam, pode ser necessário contratar uma cobertura adicional específica para essas ferramentas de trabalho. Garantir a proteção dos equipamentos evita que você tenha que repor do próprio bolso itens caros e essenciais para continuar atendendo seus clientes.
- Seguro Automóvel: para autônomos que utilizam um carro ou moto nas atividades (como motoristas de aplicativo, entregadores ou representantes comerciais), o Seguro Auto é imprescindível. Ele indeniza prejuízos em caso de roubo, furto, acidentes de trânsito e ainda pode incluir cobertura de responsabilidade civil para danos causados a terceiros. A boa notícia é que mesmo sendo MEI, você pode contratar seguro de automóvel sem restrições, seja no seu CPF (pessoa física) ou vinculado ao CNPJ da sua empresa, conforme for mais vantajoso. De acordo com a SUSEP, não há impedimento para MEIs contratarem seguros pessoais ou empresariais; por exemplo, um veículo usado para entregas pode perfeitamente ser incluído em uma apólice empresarial da sua microempresa. O importante é não deixar um bem tão crucial ficar descoberto: a falta do veículo, por sinistro, pode literalmente paralisar sua fonte de renda se você não tiver como substituí-lo rapidamente.
Vale destacar que diversas seguradoras possuem pacotes específicos para pequenos negócios e MEIs, que combinam várias dessas coberturas patrimoniais. Um seguro empresarial para MEI costuma proteger o estabelecimento (prédio ou sala), o conteúdo/equipamentos, eventuais estoques de mercadoria e até lucros cessantes ou perda de renda em caso de paralisação do negócio por um sinistro. As coberturas podem englobar desde incêndio, vendaval, danos elétricos, até reembolso de aluguel (se você precisar alugar outro espaço temporariamente) e serviços de assistência técnica para manter o negócio funcionando. Outra vantagem é que, ao contratar no CNPJ, muitas vezes consegue-se condições diferenciadas, como cobertura ampliada e preços mais ajustados para a realidade do pequeno empreendedor. Portanto, informe-se sobre essas soluções empresariais para MEI, que podem proporcionar uma proteção abrangente do seu patrimônio físico e dar muita tranquilidade para tocar o negócio.
Passo 5: Considere coberturas especiais (Responsabilidade Civil e soluções sob demanda)
Dependendo da natureza da sua atividade, pode haver outros riscos a cobrir além da saúde, vida e bens. Um deles é o risco de causar prejuízo involuntário a terceiros durante o exercício profissional. Se um erro ou falha no seu serviço puder lesar um cliente, vale conhecer o Seguro de Responsabilidade Civil Profissional. Esse seguro cobre eventuais indenizações e custos judiciais decorrentes de erros, omissões ou negligência profissional, evitando que uma ação judicial se transforme em um grande rombo financeiro capaz de comprometer seu patrimônio e a continuidade do seu trabalho. Por exemplo, no caso de médicos, o RC profissional (conhecido como “Seguro de Responsabilidade Civil médica”) cobre situações de erro que causem danos ao paciente; para advogados e contadores, cobre falhas como cálculos incorretos ou perda de prazos que gerem prejuízo ao cliente. Em suma, é uma proteção fundamental para profissionais sujeitos a processos caros, pois garante segurança financeira ao cobrir os custos de defesa e indenização, permitindo que você exerça sua atividade com mais tranquilidade.
Outra novidade no mercado, útil especialmente para autônomos com rotina variável, é o modelo de seguro “liga e desliga” (seguro sob demanda). Essa modalidade inovadora permite que o próprio consumidor ative ou desative a cobertura conforme sua necessidade, geralmente através de um aplicativo no celular. Na prática, você escolhe os períodos em que quer estar segurado - por exemplo, apenas durante o horário em que estiver trabalhando - e paga apenas pelo tempo de cobertura utilizado. Esse formato flexível, precificado por hora ou dia, reduz significativamente o custo do seguro, eliminando gastos nos momentos de inatividade, sem abrir mão da proteção nos momentos de trabalho. Profissionais como motoristas e entregadores, por exemplo, podem acionar a apólice on-demand quando estão em serviço e pausar quando estão de folga. É uma solução prática e acessível que vem ganhando espaço e democratizando o acesso ao seguro entre autônomos, adaptando-se à realidade de quem não tem horários fixos.
Planeje hoje para trabalhar seguro amanhã
Em resumo, investir em seguros é investir na sustentabilidade do seu negócio e da sua família. A vida de um autônomo ou MEI está cheia de desafios e responsabilidades – mas os impactos de doenças, acidentes, perdas materiais ou ações judiciais podem ser atenuados (ou até neutralizados) com as proteções corretas. Como enfatiza a Superintendência de Seguros Privados, o seguro é fundamental para o bem-estar de uma empresa e para sua continuidade, já que um acidente de alto custo pode ser fatal para um pequeno negócio desprotegido. Portanto, utilize este guia para identificar quais coberturas fazem sentido para você e monte o quanto antes a sua própria rede de segurança. Com um bom planejamento de seguros, o profissional autônomo ganha algo incalculável: tranquilidade para empreender, sabendo que, se o inesperado acontecer, nem sua renda nem seus sonhos serão por água abaixo. Proteja-se e bons negócios!
Fonte: CNseg, em 15.10.2025