- O segmento de Previdência Privada e Seguro de Vida teve, em 2023, um ano de recuperação, com redução nos resgates e aumento da captação líquida
- Em entrevista ao SeguroPod desta semana, o presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), Edson Franco, fala sobre as expectativas para este 2024, impulsionada pela recuperação do mercado de trabalho e da renda
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- Ele pontua os avanços regulatórios que abrem espaço para novos produtos e novas modalidades de serviço e de atendimento aos clientes que devem impulsionar o setor neste ano. Além disso, fala sobre o desafio de conscientizar o consumidor sobre a importância dos seguros e da proteção à renda
Balanço do segmento de Previdência Privada e Vida em 2023
- Para Edson Franco, foi um ano de recuperação para a Previdência, principalmente no segundo semestre
“A gente é percebeu uma redução no ritmo de resgates, uma recuperação da captação líquida. Acho que isso já é um pouco reflexo da recuperação do emprego, da renda”, analisou
- O presidente da FenaPrevi ainda aponta a manutenção em torno de 11 milhões de participantes, mesmo durante toda todo o desafio econômico decorrente da pandemia, como um fator positivo para o setor
“Eu acho que isso é um fator importante de conscientização das pessoas da importância de manter uma poupança previdenciária”
O desafio da conscientização da proteção com seguros
- O executivo pontou que o segmento de Vida e Previdência tem um perfil diferente de outros do mercado de seguros
“São produtos vendidos, não são produtos comprados. Então, a pessoa não contrata ou renova um Seguro de Previdência com a mesma naturalidade que faz com um Seguro de Automóvel”
- Edson Franco lembra que pesquisa da FenaPrevi mostrou 60% das pessoas que contratam Seguro Auto não têm Seguro de Vida, o que evidencia a necessidade de conscientizar a população sobre a contratação de seguros como forma de proteção à renda
Conheça a pesquisa FenaPrevi / DataFolha
“A gente generaliza falando Seguro de Vida, mas na verdade nós temos Seguro de Vida, Seguro de Doenças Graves, Seguro de Diária Hospitalar, Invalidez... São muitas as modalidades de seguro para cada tipo de necessidade das pessoas”
Perspectivas para o setor em 2024
Apesar das projeções de crescimento de PIB nacional ainda estarem relativamente modestas (projeção CNseg está em torno de 2,5%), a gente já percebe uma recuperação do emprego e uma recuperação da renda. Isso é importante tanto para a Previdência Privada quanto para os Seguros de Vida.
“O Vida já apresentou nesse ano de 2023 um crescimento acima da inflação, em torno de 7% e a gente espera que isso se mantenha em 2024”.
Avanços regulatórios
Uma das melhorias regulatórias é o novo marco regulatório de PGBL/VGBL, que deve ser publicado em breve pelo Conselho Nacional de Seguros Privados.
De acordo com Edson Franco, a nova estrutura vai trazer avanços, por exemplo, na adesão automática de planos coletivos, além de flexibilizar os formatos de contratação de renda e do modelo de anuidades e de renda. “É um ano de oportunidade de abertura de novos produtos, novos mercados, novas modalidades de serviço e de atendimento aos clientes”.
Batida e fuga: a ameaça silenciosa que eleva as fatalidades no trânsito
Quando um motorista se envolve em um acidente de trânsito com vítima e deixa o local sem prestar socorro, a chance dessa vítima falecer é mais de três vezes maior, conforme apontou um estudo do Detran-SP, com base na plataforma do Infosiga SP, do governo do Estado de São Paulo.
Acesse na íntegra do estudo do Detran-SP
Hit-and-run também tem índice elevado nos EUA
E essa não é uma realidade apenas brasileira. Nos Estados Unidos, segundo dados da AAA Foundation for Traffic Safety, os chamados “hit-and-runs” (batida e fuga), são responsáveis por mais de 5% das fatalidades no trânsito, sendo que 68% das vítimas são pedestres ou ciclistas.
Conheça a AAA Foundation for Traffic Safety
“Cada minuto conta. Acionar imediatamente o serviço de socorro é primordial para o devido atendimento médico. Em geral, a estimativa é de que a chance de sobrevivência caia em 10% a cada hora”, afirma a professora do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP, Júlia Greve
Fuga pode configurar omissão de socorro
No Brasil, além desse comportamento ser considerado uma infração passível de multa e de detenção de até seis meses, com base no artigo 304 do Código de Trânsito Brasileiro, a fuga do local do acidente, caso haja feridos, pode configurar omissão de socorro, segundo o artigo 135 do Código Penal, com possibilidade de detenção por ainda mais tempo.
Leia os artigos 304 e 135 do Código de Trânsito Brasileiro
Vítima pode acionar o seguro em caso de batida e fuga
Já nos casos em que um motorista colide em outro carro e foge, a vítima pode acionar o seu seguro para concertar o veículo, caso tenha contratado o produto, sem a necessidade de arcar com a franquia. Mas, para isso, precisará provar que não foi a responsável pelo acidente, por meio da apresentação do Boletim de Ocorrência registrado na delegacia, detalhando todos os fatos.
Já no caso de a vítima não ter um seguro, precisará contar com a possibilidade de a polícia localizar o motorista fugitivo para buscar um acordo amigável ou por intermédio da Justiça, ou arcar ela mesma com os custos do reparo.
Fonte: CNseg, em 15.02.2024