
O presidente do Conselho Diretor da Confederação Nacional das Seguradoras, Roberto Santos encerra a série Projeções e Expectativas no programa SeguroPod.
Ele traz vários insights sobre o mercado segurador:
- Por exemplo, você sabia que 30% da dívida pública está nas mãos das seguradoras?
- Além disso, o mercado de seguros está passando por uma transformação: o seguro não é mais apenas conservador, é sexy!
O papel social do seguro
O mercado segurador tem o importante papel social. Pouca gente sabe, mas as reservas constituídas pelo setor chegam a 30% da dívida pública. No entanto, há muito espaço para crescimento e, para isso, o setor aposta em uma mudança de linguagem para facilitar o entendimento do consumidor sobre o que é o seguro.
“Eu costumo falar que o seguro é sexy, justamente para desmistificar um pouco a questão do conservadorismo do mercado. A sociedade olha para o mercado de seguros com certo cuidado, porque acha uma coisa um pouco conservadora. Então acho que a gente precisa resgatar, iniciar o trabalho de mudança, inclusive da nossa linguagem”
Essa mudança está prevista no Programa de Desenvolvimento do Mercado Segurador, que neste 16 de março, completa um ano. Um dos pilares mais importantes no PDMS é justamente a comunicação, para desmistificar um pouco o seguro.
A necessidade de ser resiliente
Para Roberto Santos, o mercado de seguros é muito resiliente e isso pode ser observado, principalmente, após a pandemia de coronavírus.
“Eu acho que a sociedade brasileira começou a enxergar a necessidade por proteção e seguro nada mais é do que produto de proteção”
Ele ainda apontou que o mercado tem trabalhado para aprimorar as jornadas dos clientes, dos consumidores.
O desempenho da indústria de seguros
Parte do crescimento do setor de seguros em 2023 está relacionado ao desempenho do seguro para automóveis. De acordo com o executivo, isso se deve ao ajuste na Tabela Fipe, que é uma das bases para a tabela do seguro de carros. Mas, Roberto Santos lembra que o preço estabilizou e que isso impacta as expectativas para este ano.
“Eu acho que o mercado de seguros deve crescer próximo de 2 dígitos, entre 8% e 10%, em função de produtos como Seguro de Vida, Seguro Residencial e Seguros Patrimoniais”
Roberto Santos ainda explica que produtos como o Seguro Garantia tendem a ter um bom desempenho também, uma vez que este é uma ano em que se espera a retomada de investimentos importantes, por conta da neoindustrialização e do Novo Pac.
Assista no YouTube a íntegra da entrevista com o presidente do Conselho Diretor da CNseg
Se preferir ouvir a entrevista com Roberto Santos, ela está disponível no Spotify e demais agregadores de podcast
Registro Nacional de Sinistros: solução oferecida pela CNseg contribui para o combate a fraudes no seguro
André Vasco, diretor de Serviços às Associadas da Confederação, explica o funcionamento da solução tecnológica tomando o Seguro de Automóvel como referência
A CNseg oferece às seguradoras associadas 31 soluções tecnológicas que contribuem para a tomada de decisões estratégicas e para a melhoria contínua dos serviços prestados por essas empresas aos seus clientes.
Entre essas soluções, o Registro Nacional de Sinistros (RNS), ajuda a prevenir, identificar e combater fraudes e outras irregularidades, contribuindo também para uma melhor aceitação e precificação de riscos, entre outros benefícios.
A solução é dividida em seis diferentes produtos, voltados a seis diferentes ramos de seguros: Auto, Crédito e Garantia, Patrimonial, Rural, Transporte e Pessoas.
O diretor de Serviços às Associadas da CNseg, André Vasco, explica o funcionamento da solução tecnológica utilizando o Seguro de Automóvel como referência: “ao compartilhar informações de sinistros, possibilitamos que uma seguradora identifique, por exemplo, um eventual cliente que tenha feito mais de um seguro, em mais de uma seguradora, para um mesmo automóvel e que, em caso de sinistro, queira cobrar a indenização de todas essas empresas ao mesmo tempo, o que é proibido por lei, já que o mecanismo do seguro não permite que o consumidor lucre com o produto, mas apenas recomponha o bem perdido”.
Para mais informações sobre o Registro Nacional de Sinistros, assista ao vídeo aqui.
Eventos do mercado segurador no STJ

Em 12 de março, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, foi palco de eventos significativos que destacaram os principais aspectos do mercado segurador no Brasil, evidenciando as tendências e desafios atuais deste setor vital.
Simpósio e lançamento de livros sobre seguro
Dois eventos, o VII Simpósio das Relações de Processo Civil e Seguro, organizado pela Associação Internacional do Direito do Seguro (AIDA Brasil) e sob a coordenação dos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Moura Ribeiro, juntamente com o lançamento dos livros "Arbitragem & Seguro" e "Processo Civil e Seguro – Volume II" no Espaço Cultural STJ, marcaram o dia com reflexões sobre o direito securitário.
Contribuição da CNseg aos debates
A CNseg desempenhou um papel crucial nos debates, com Alessandra Carneiro e Daniela Tavares liderando discussões que enfatizaram a importância econômica e social do setor de seguros no Brasil, contribuindo com 6,4% para o PIB nacional.
Temas e palestrantes do simpósio
O evento abordou uma variedade de tópicos cruciais para a compreensão do seguro na contemporaneidade, desde o contrato de seguros até a tutela declaratória e a relação jurídica securitária. Figuras como Paulo Dias De Moura Ribeiro (STJ) trouxeram análises aprofundadas, oferecendo novas perspectivas sobre a arbitragem no seguro e os recentes incidentes de competência no STJ relacionados ao setor.
O impacto das novas publicações
As obras "Arbitragem & Seguro" e "Processo Civil e Seguro – Volume II" prometem ser referências indispensáveis para profissionais e estudiosos do direito securitário, cobrindo desde a arbitragem até os aspectos mais gerais do contrato de seguro e suas inter-relações com o processo civil.
Visão holística e futuro do mercado segurador
Os eventos e lançamentos de livros no STJ forneceram uma visão holística e atualizada do mercado segurador brasileiro, sublinhando a importância da constante evolução e adaptação às novas realidades jurídicas e econômicas.
CNseg participa da abertura do XVI Congresso Brasileiro de Direito de Seguro e Previdência

Glauce Carvalhal, diretora jurídica, destaca desafios do setor segurador diante dos projetos legislativos em tramitação
Ao participar da abertura do XVI Congresso Brasileiro de Direito de Seguro e Previdência, promovido pela Associação Internacional de Direito de Seguro (AIDA) seção Brasil, em 14 de março, no Rio, a diretora Jurídica da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Glauce Carvalhal, considerou oportuno o fato de o evento ocorrer justamente em “um momento muito desafiador na parte jurídica para o mercado segurador”.
Glauce se referia à tramitação do PLC 29 no Congresso, à reforma do Código Civil, com um novo capítulo sobre seguros, além dos efeitos da Reforma Tributária. Os debates ao longo desses dois dias, acredita, serão uma oportunidade de oferecer respostas assertivas aos desafios que se avizinham.
O congresso da AIDA “busca fomentar estudos, reflexões e debates sobre a dimensão jurídica dos institutos de seguro, resseguro e previdência privada, de forma a possibilitar a ampliação e divulgação de conhecimentos técnicos e jurídicos próprios dessas espécies contratuais”
Na sua fala, Glauce Carvalhal recorreu a números do mercado para demonstrar sua importância econômica e a necessidade de dispor de um ambiente de negócio favorável. Como exemplo, ela destacou a condição de um dos maiores investidores institucionais nacionais, ao aplicar suas reservas em títulos públicos, detendo 25,9% da dívida pública nacional.
Seus ativos financeiros, da ordem de R$ 2,1 trilhões, e a participação do setor, de 6,1% em proporção ao PIB, são peculiaridades relevantes em termos de sua solidez. Nesse sentido, ela lembrou os valores pagos em indenizações no ano passado- foram R$ 463 bilhões.
A diretora da CNseg destacou ainda que o mercado potencial de seguros é extraordinário em todos os ramos e modalidades:
- Em Automóvel, exemplificou, apenas 30% da frota circulante está protegida de seguros
- No caso de domicílios, apenas 14% dispõem de proteção do seguro Residencial
- O Seguro Saúde alcança 25% da população
- Os planos de previdência privada alcançam 13% da população economicamente ativa
A mesa de abertura do Congresso contou ainda com a participação do presidente da AIDA Brasil (Juliano Ferrer); do vice-presidente da AIDA mundial, Sergio Barroso de Mello; do desembargador Marco Aurélio Bezerra de Melo (diretor da Escola de Magistratura do Rio de Janeiro(Emerj); do presidente da Comissão de Direito de Seguro e Resseguro da OAB-RJ, Fábio Torres; de Maria Helena Monteiro, diretora da Escola de Negócios e Seguros (ENS); da advogada Angélica Carlini (AIDA), de Ronaldo Vilela, diretor do Sindicato das Seguradoras do Rio e do Espírito Santo, e de diretor da Susep Carlos Queiroz.
Fonte: CNseg, em 14.03.2024