
- A 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP29) acontece de 11 a 22 de novembro de 2024 em Baku, Azerbaijão
- O evento é um dos principais encontros globais sobre o combate às mudanças climáticas, reunindo líderes de governos, especialistas, setor privado e sociedade civil para negociar ações práticas e compromissos que visam reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar os impactos climáticos
- A CNseg está fazendo a cobertura completa da participação na COP29 com atualizações contínuas sobre os eventos e painéis:
. Direto da COP29: seguros em destaque com obras
Principais temas da COP29
- Financiamento Climático: a COP29 está debatendo a definição de novas metas de financiamento para apoiar países em desenvolvimento na transição para economias de baixo carbono e na adaptação aos impactos climáticos. Esse financiamento é essencial para promover a justiça climática, pois os países mais vulneráveis frequentemente são os que menos contribuem para as emissões globais
- Atualização das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs): como parte dos compromissos do Acordo de Paris, os países devem apresentar planos atualizados para limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. A COP29 é uma oportunidade para revisar esses compromissos e avaliar o progresso alcançado
- Mercados de Carbono: outro ponto importante é a discussão sobre a implementação do Artigo 6 do Acordo de Paris, que trata dos mecanismos de mercado para a redução de emissões. O artigo promove a criação de mercados de carbono, permitindo que os países troquem créditos de carbono para facilitar o cumprimento de metas de emissões globais
A importância da COP29
A COP29 é uma oportunidade para fortalecer compromissos globais e nacionais de combate às mudanças climáticas. A escolha de Baku como sede reforça o papel de regiões diversas do mundo na adoção de estratégias sustentáveis. Para o Brasil, é uma chance de reafirmar seu compromisso com a sustentabilidade e propor modelos que outros países podem adotar, especialmente em relação ao setor segurador e seu papel na transição verde.
O grande destaque da COP29 é a introdução de um novo mecanismo de financiamento climático, conhecido como Novo Objetivo Qualitativo Coletivo (NCQG, em inglês). Esse novo objetivo substituirá o compromisso atual, firmado pelos países desenvolvidos em 2009, de destinar US$ 100 bilhões anuais em financiamento climático para as nações em desenvolvimento — uma meta que ainda não foi plenamente cumprida.
Espera-se que, caso a COP29 alcance avanços significativos em relação ao financiamento climático, a adaptação às mudanças climáticas possa se tornar uma das principais agendas da COP30, que será realizada no Brasil.
A participação da CNseg na COP29
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) tem uma presença de destaque durante a COP29, com três painéis que demonstram como o setor de seguros brasileiro pode contribuir para uma economia mais sustentável:
‘Expansão do mercado de veículos eletrificados no Brasil: reflexos na indústria automotiva e no setor de seguros’
- Data: 11 de novembro, das 16h às 17h (horário local)
- Local: Green Zone, estande E32 no pavilhão da CNI
- Organização: Parceria entre CNseg, Anfavea e CNI
- Participantes: Dyogo Oliveira (presidente da CNseg), Igor Calvet (diretor-executivo da Anfavea), Vander Costa (presidente do Sistema Transporte - CNT / SEST SENAT / ITL) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
- Objetivo: o painel abordará a expansão dos veículos eletrificados no Brasil e suas implicações para o desenvolvimento sustentável. Serão discutidos temas como a colaboração entre governo e setor privado para acelerar a produção de veículos eletrificados e como o setor de seguros pode apoiar essa transição
‘O papel do setor de seguros na transição climática: de Baku a Belém’
- Data: 13 de novembro, das 11h às 12h (horário local)
- Local: Green Zone
- Organização: CNseg e CNI
- Participantes: Butch Bacani (líder da Iniciativa de Seguros Sustentáveis da ONU), Davi Bontempo (superintendente de Sustentabilidade da CNI), Maria Netto (CEO do Instituto Clima e Sociedade), Barbara Buchner (Global Managing Director da UNEP FI), com moderação de Dyogo Oliveira (presidente da CNseg)
- Objetivo: o painel mostrará como o setor segurador pode proteger empresas e governos contra riscos climáticos e destacar produtos como o Seguro Social de Catástrofe. Será uma preparação para a COP30, que ocorrerá em Belém, Brasil, em 2025, e definirá metas prioritárias entre as COPs de Baku e Belém
‘Finanças sustentáveis: contribuições do setor privado para os compromissos brasileiros com o clima’
- Data: 18 de novembro de 2024, das 10h às 11h (horário local)
- Local: Pavilhão do Brasil COP29 - Blue Zone
- Participantes: Amaury Martins de Oliva, Diretor de Sustentabilidade, Cidadania Financeira, Relações com o Consumidor e Autorregulação da Febraban, Cristina Barros, Diretora de Sustentabilidade da CNseg e Davi Bomtempo, Superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI
Objetivo: Este painel visa discutir as contribuições do setor privado nas finanças sustentáveis para apoiar a superação dos desafios socioambientais do Brasil e cooperar com os compromissos do país na transição climática
Direto da COP29: seguros em destaque com obras verdes e carros elétricos
- Na COP29, o Brasil debate infraestrutura verde e a expansão do mercado de carros elétricos. O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, destacou o papel fundamental dos seguros nesses dois cenários. Confira na reportagem como o setor segurador se prepara para os desafios e oportunidades da sustentabilidade.
- Confira, também, a cobertura da participação da CNseg na COP29:
- Direto da COP29: projetos de infraestrutura verde com adaptação climática aumentam demanda por seguros no Brasil
- Direto da COP29: CNseg, Anfavea e CNT debatem os desafios na expansão de veículos elétricos e a necessidade de adaptação do seguro
- Direto da COP29: assista ao painel ‘Expansão do mercado de veículos eletrificados no Brasil, reflexos na indústria automotiva e no setor de seguros’
Direto da COP29: CNseg, Anfavea e CNT debatem os desafios na expansão de veículos elétricos e a necessidade de adaptação do seguro
- No caminho da descarbonização, os carros elétricos assumem um papel cada vez mais relevante no Brasil, o que representa desafios tanto para a indústria automotiva quanto para o setor segurador
- O país, com uma frota multitecnológica que inclui carros e ônibus elétricos, híbridos e modelos convencionais, terá que se preparar para essa transformação, tema central do painel “Expansão do mercado de veículos eletrificados no Brasil: reflexos na indústria automotiva e no setor de seguros” durante a COP 29, em Baku, Azerbaijão
- O evento reuniu CNseg, CNT e Anfavea para um debate que destacou as adaptações necessárias para essa nova era
- Confira a cobertura da participação da CNseg na COP29
Crescimento das vendas e a carência de incentivos
Apesar da falta de incentivos governamentais significativos, infraestrutura insuficiente e regulamentação específica, as vendas de veículos eletrificados estão crescendo rapidamente no Brasil.
Dados da Anfavea mostram que até outubro de 2024 foram vendidos 140 mil veículos eletrificados, representando 7,16% do total de vendas automotivas no país. Em 2023, foram 94 mil unidades, e as projeções indicam que as vendas de veículos elétricos leves poderão superar as de veículos a combustão, alcançando 1,5 milhão em 2030 e mais de 90% das vendas em 2040
Desenvolvimento de um ecossistema completo para suportar o crescimento
Segundo a Anfavea, a criação de um ecossistema robusto é fundamental para o avanço do mercado de veículos eletrificados. Esse ecossistema deve envolver a cadeia de fornecedores, a expansão da infraestrutura, especialmente postos de recarga e estradas adequadas, além de estratégias para geração e distribuição de energia e produção de biocombustíveis. Também são necessários normas técnicas e incentivos claros, essenciais para consolidar a transição para uma frota eletrificada.
Visão da indústria automotiva sobre múltiplas tecnologias
Igor Calvet, diretor-executivo da Anfavea, destacou a importância da eletrificação da frota brasileira e defende uma abordagem multitecnológica para descarbonizar veículos e reduzir emissões de CO2.
“Se vamos seguir uma rota via biocombustível, elétrico ou hidrogênio é uma questão comercial das empresas. Esse movimento é inescapável. Para o setor automotivo, é algo que não podemos mais voltar. Os consumidores estão buscando isso”, afirmou Igor Calvet
O setor segurador e o desafio dos veículos eletrificados
Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, ressaltou o preparo do setor segurador para a nova realidade dos veículos eletrificados. Ele explica que os carros elétricos exigem ajustes nas apólices de seguro, dado o custo elevado de componentes como baterias, que, em caso de danos graves, muitas vezes justificam a perda total do veículo.
“O carro elétrico tem diferenças significativas do ponto de vista do seguro. Se danificar a bateria em um acidente, é melhor dar perda total. O setor segurador precisa se preparar para isso”, comentou Dyogo Oliveira
Com o crescimento da frota eletrificada, espera-se uma melhor oferta de peças e técnicos especializados, o que pode reduzir os custos de reparo.
Confira as entrevistas com Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, e Igor Calvet, diretor executivo da Anfavea, sobre como o setor segurador se prepara para os desafios e oportunidades da sustentabilidade
Assista ao painel ‘Expansão do mercado de veículos eletrificados no Brasil, reflexos na indústria automotiva e no setor de seguros’
Multitecnologia e sustentabilidade no transporte brasileiro
Vander Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte, endossou a importância de uma abordagem multitecnológica para o transporte brasileiro. Ele destacou o uso de biocombustíveis, como o álcool, como uma alternativa eficaz para descarbonização no Brasil.
“A eletrificação já é realidade e pode ser solução para transporte urbano no País, enquanto o álcool pode ser a melhor alternativa para veículos que percorrem grandes distâncias”, concluiu Vander Costa
Perspectivas para a transição verde no setor de transportes
A COP 29 em Baku serve como um importante ponto de encontro para discutir o futuro do setor automotivo e segurador no Brasil diante da expansão dos veículos eletrificados. Com o apoio do governo e o desenvolvimento de um ecossistema completo, o Brasil está dando passos significativos para uma transição sustentável, que não só beneficiará a economia como também aumentará a resiliência climática do setor de transporte.
Seguro Prestamista: como garantir o pagamento das dívidas
- O Seguro Prestamista é uma proteção financeira que ajuda a quitar dívidas em caso de eventos inesperados que afetem a capacidade de pagamento, como morte, invalidez, desemprego, entre outros
- Ele cobre compromissos financeiros assumidos, garantindo que o pagamento de um contrato será honrado caso algo aconteça ao segurado
Como funciona o Seguro Prestamista?
Esse tipo de seguro está diretamente ligado a uma dívida específica, como um financiamento ou empréstimo. Caso o segurado não possa mais pagar, a seguradora cobre a dívida até o limite do valor segurado. Importante: esse seguro não é obrigatório, ou seja, a instituição financeira não pode exigir sua contratação para conceder crédito, por exemplo.
Quem é o beneficiário no Seguro Prestamista?
No Seguro Prestamista, o primeiro beneficiário é o credor, ou seja, a instituição que concedeu o crédito. O valor do seguro vai direto para o credor e cobre a dívida no valor acordado na apólice. Se o montante do seguro for maior do que a dívida, a diferença vai para o segurado ou para outra pessoa indicada.
Duração do Seguro Prestamista
A duração do Seguro Prestamista é limitada ao prazo da dívida. Se o contrato de financiamento termina em uma data específica, o seguro também se encerra nessa data. Dessa forma, o seguro acompanha o tempo de vida da obrigação financeira que ele protege.
Fonte: CNseg, em 12.11.2024