
Site da publicação oferece agora matérias inéditas, indo além do conteúdo das edições trimestrais
Para expandir ainda mais o acesso à informação, o site da Revista de Seguros passa a oferecer agora uma novidade: a publicação de matérias inéditas, veiculadas entre o conteúdo das edições trimestrais.
Lançada em 1920, a Revista de Seguros consolidou-se como a publicação mais tradicional e respeitada do setor de seguros no Brasil.
Compromisso com a informação de qualidade
O conteúdo da Revista de Seguros mantém a comunidade seguradora e o público em geral bem-informados sobre os desenvolvimentos mais importantes do setor, cobrindo tópicos como seguros, previdência privada, capitalização e saúde suplementar.
Confira algumas das matérias inéditas publicadas no site da Revista de Seguros:
. Susep fará a terceira edição do sandbox no 1º semestre
. Resseguros: prêmios em alta objetivam repor perdas dos últimos anos
. CNT: pesquisa identifica gargalos da malha rodoviária e riscos na movimentação de produtos
2024: a constante ameaça dos crimes cibernéticos e a evolução na defesa digital
Segundo um recente relatório da seguradora Hiscox, o cenário dos crimes cibernéticos em 2024 revela uma tendência preocupante.
Em vez de expor dados roubados, criminosos estão exigindo resgates para manter a confidencialidade das informações após ataques de sequestro de dados
Empresas cedem a extorsões
- Segundo o levantamento da seguradora Hiscox, ao menos 46% das empresas globais com mais de 250 funcionários admitiram ter pagado resgates para salvaguardar dados de clientes no ano passado
- Também 42% das empresas de pequenas e médias com menos de 250 funcionários consultadas preferiram pagar pelo silêncio das quadrilhas
A seguradora prevê que este comportamento vai permanecer ativo neste ano, alcançando um universo maior de empresas
Inteligência Artificial: desafios e soluções na segurança cibernética
A Hiscox afirma que o acesso público a ferramentas de inteligência artificial facilita o desenvolvimento de “malware sofisticado e personalizado, o uso de ferramentas de hacking e a redação de emails de phishing coerentes e convincentes.
Da mesma forma, a IA também aumenta a capacidade de criar e implementar sofwares de segurança inovadores pelas organizações, em prol de medidas de segurança e de defesa contra novas ameaças mais eficazes.
A IA é uma faca de dois gumes, portanto. Pode dificultar o acesso dos softwares maliciosos nos serviços de email e nas redes, bem como analisar atividades e comportamentos dos utilizadores à procura de sinais maliciosos. Também pode se tornar um facilitador para furar as redes de proteção
O fato é que o desafio de evitar vazamentos é extraordinário. Na sondagem da seguradora, uma em cada três empresas sofreu pelo menos um ataque cibernético que envolveu induzir, pela manipulação ou engano, os colaboradores da empresa a desviar pagamentos para contas bancárias fraudulentas no ano passado.
A saída das empresas a optar pela defesa e gestão de ataques de engenharia social, como o phishing por email e SMS, o ‘smishing’, e treinar todos os colaboradores
Desafios na prevenção de vazamentos
- Um terço das empresas sofreu ataques cibernéticos focados em enganar funcionários para desviar pagamentos para contas fraudulentas no último ano
- A resposta a esses ataques envolve fortalecer as defesas contra engenharia social e treinar colaboradores para reconhecer e reagir a tentativas de phishing
Ciberataques motivados por razões patrióticas
O levantamento também identificou que:
- O aumento de ciberataques por razões patrióticas, especialmente após a invasão da Ucrânia e escalada do conflito entre Israel e a Palestina. Os alvos de ataques são setores públicos e privados, como bancos, empresas, hospitais, caminhos-de-ferro e serviços governamentais
- A sofisticação de malware utilizada pelos hackers para cometem crimes cibernéticos supera as tecnologias clássicas de deteção e resposta que as organizações possuem. Assim, os ataques não geram alertas, passam despercebidos, deixando as vítimas expostas a riscos. Nesse sentido, destaca-se o uso de softwares comerciais para fins maliciosos, mantendo o avanço dos crimes cibernéticos, conclui o estudo
Seminário explora impacto da Transformação Digital no setor segurador

Em resumo:
. Alexandre Leal e Glauce Carvalhal, diretores, respectivamente, da áreas técnica e jurídica da CNseg, participaram do seminário "Os Novos Rumos da Economia Global", colaboração entre as Escolas Estaduais da Magistratura (COPEDEM) e a Escola Superior da Magistratura Tocantinense (ESMAT)
. O seminário abordou a importância da transformação digital, da inovação legislativa e da expansão estratégica para fortalecer o setor de seguros no Brasil
. As discussões apresentaram uma visão abrangente das oportunidades e desafios enfrentados pelo setor, destacando o papel crucial que os seguros desempenham na promoção da estabilidade econômica e na proteção contra riscos
A relevância econômica do setor de seguros
Durante a discussão, mediada pelo ministro Marco Buzzi do STJ, Alexandre Leal enfatizou a contribuição substancial do setor de seguros para a sociedade e economia. Ele destacou que o setor segurador é um dos principais investidores institucionais do país, financiando significativamente a dívida pública e gerindo uma parcela considerável do PIB brasileiro.
Desafios e oportunidades
Apesar de sua relevância econômica, o setor enfrenta desafios em aumentar sua penetração na sociedade brasileira. Para superar isso, a CNseg lançou o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS), visando expandir a cobertura e a arrecadação do setor.
Iniciativas para o crescimento
O PDMS incorpora várias estratégias, incluindo esforços contra fraudes, integração de seguros no sistema de crédito e adoção de Títulos de Capitalização em contratações públicas. O projeto Open Insurance, liderado pela Susep, promete revolucionar o setor, facilitando a inovação e o acesso dos consumidores a serviços mais eficientes e personalizados.
Regulação e legislação no horizonte
Glauce Carvalhal discutiu os desafios legislativos atuais, como o PLC 29, que busca estabelecer um código abrangente para o setor. Ela também abordou as preocupações com a implementação do Open Insurance, especialmente o papel das Sociedades Processadoras de Ordens dos Clientes (SPOC), e a necessidade de regulamentação adequada.
Proteção contra catástrofes
A proposta de um Seguro Obrigatório de Catástrofes foi apresentada como uma medida proativa para mitigar os impactos das mudanças climáticas, oferecendo suporte financeiro às vítimas de desastres naturais.
Assista aqui ao vídeo, na íntegra, ao painel de Alexandre Leal e Glauce Carvalhal, diretores, respectivamente, das áreas técnica e jurídica da CNseg, no seminário “Os Novos Rumos da Economia Global”
Fonte: CNseg, em 12.03.2024