SeguroPod #4: Inovação e tecnologia no combate às fraudes
- O quarto programa da série sobre inovação no mercado de seguros no canal SeguroPod traz iniciativas do setor para o combate às fraudes
- O convidado é André Vasco, titular da Diretoria de Serviços às Associadas da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras
O programa SeguroPod, série #Inovação, pode ser conferido, na íntegra, no Youtube da CNseg, bem como no Spotify e nos principais agregadores de podcast
Para ter uma ideia, há um percentual elevado de fraudes em ocorrências cobertas por contrato de seguros: 19,4% sinistros suspeitos registrados no primeiro semestre de 2023 foram confirmados. Em valores, mais de R$ 510 milhões envolvidos em fraudes.
As situações mais comuns de fraudes e as maiores ameaças
As fraudes são uma realidade não só no mercado segurador, isso também ocorre no setor financeiro. Quando se trata de seguros, é preciso pensar em produtos para melhor identificação da fraude. Em Seguro Auto, por exemplo, ela pode estar na inclusão de um item que já estava danificado como avaria em um sinistro. Em Saúde Suplementar, o reembolso em maior valor por conta da apresentação de dois recibos para uma mesma consulta.
“É o tipo de situação que a gente rapidamente consegue descobrir em função de uma análise prévia que é feita daquele daquele sinistro”, afirmou André Vasco.
A tecnologia como aliada
Uma das tecnologias usadas pelas seguradoras permite o cruzamento de dados para a prevenção e o combate às fraudes. Pode, inclusive, indicar se aquele futuro cliente já esteve envolvido em alguma fraude com outra empresa.
São dados que permitem uma série de análises, inclusive com o uso de Inteligência Artificial para identificar ações fraudulentas no setor.
Confira ainda outros tópicos desta conversa
- Dados sinalizam comportamento tanto no mercado de seguros quanto financeiro
- Os números usados para identificar o padrão de comportamento
- Sistemas desenvolvidos para o combate às fraudes
- CIC – o sistema de Compartilhamento de Incidentes Cibernéticos
- Os benefícios da segurança cibernética para o consumidor final
- O uso da Inteligência Artificial pela Diserv
- A arquitetura de dados com data lakehouse
- É possível ficar imune às fraudes com os avanços tecnológicos?

- Em fevereiro de 2022, o navio transportador de automóveis Felicity Ace, pertencente à companhia japonesa Mitsui OSK Lines (MOL), foi cenário de um incêndio devastador enquanto navegava próximo à Ilha do Faial, nos Açores
- A embarcação, destinada a transportar veículos da Alemanha para os EUA, carregava a bordo quase 4 mil carros de marcas prestigiadas como Porsche, Volkswagen, Audi, Bentley e Lamborghini
A controvérsia: baterias de lítio no banco dos réus
A MOL aponta como causa do incêndio a bateria de lítio de um carro elétrico da Porsche.
A transportadora, que busca uma indenização de 30 milhões de euros em um tribunal alemão, alega falta de aviso sobre os riscos adicionais apresentados por veículos elétricos, impedindo-a de tomar as devidas precauções de segurança.
A resposta da Porsche: origem do incêndio do Felicity Ace ainda é desconhecida
Por outro lado, a Porsche defende que tanto a causa quanto a origem do incêndio permanecem indeterminadas, destacando que todos os 22 membros da tripulação do Felicity Ace sobreviveram ao incidente sem ferimentos. Esta posição da Porsche ressalta as complexidades envolvidas no transporte marítimo de veículos elétricos e as preocupações relacionadas às baterias de lítio.
Novas medidas de segurança: prevenindo futuros incidentes
Reconhecendo os desafios impostos pelo transporte de veículos elétricos, a MOL anunciou a implementação de medidas para mitigar riscos de incêndio em seus navios.
Entre as inovações, destaca-se a instalação de câmeras de segurança com inteligência artificial em 10 novas embarcações, projetadas para alertar a tripulação sobre potenciais focos de incêndio.
A posição das seguradoras: Allianz e MOL preferem não comentar o caso Felicity Ace
Tanto a Mitsui OSK Lines quanto a Allianz, seguradora do Felicity Ace, optaram por não comentar sobre o caso, que resultou na perda de quase 4 mil veículos.
O silêncio sublinha a sensibilidade e a complexidade da situação, bem como o impacto potencial nas práticas futuras de transporte marítimo e seguro de cargas.
Fonte: CNseg, em 11.04.2024