
- O Dia do Corretor de Seguros, celebrado em 12 de outubro, é uma homenagem a uma profissão que, apesar de muitas vezes discreta, tem um impacto direto na segurança e tranquilidade de milhões de pessoas
- A data foi instituída durante o I Encontro Mundial dos Corretores de Seguros, realizado na Argentina em 1970, mas a história dessa profissão no Brasil remonta ao século XIX
Para o público em geral, o corretor de seguros é aquele que proporciona tranquilidade. Ao contratar uma apólice, o cliente pode não perceber de imediato, mas é o corretor que garante que, em um momento de crise, haverá suporte e proteção. A confiança construída por esse profissional vai muito além da relação comercial; ela reflete a tranquilidade de saber que, quando o inesperado ocorrer, existe uma rede de segurança pronta para amparar
Corretor de seguros: uma profissão com raízes históricas
Em 1850, o Código Comercial do Brasil já estabelecia normas para a atuação do corretor, que naquela época só poderia ser homem, maior de 25 anos e residente por mais de um ano na cidade de atuação.
Foi apenas em 1964 que a profissão foi oficialmente regulamentada no país, com a Lei 4.594, reconhecendo o corretor de seguros como o profissional responsável por intermediar e promover contratos de seguros entre seguradoras e clientes.
O papel do corretor foi fortalecido em 1969, quando o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) lançou o Curso de Formação de Corretores de Seguros, incentivando o desenvolvimento do mercado segurador no país.
Essa e outras histórias do seguro no Brasil você pode conhecer visitando o site do Centro de Documentação e Memória do Mercado Segurador (CEDOM)
A expansão do setor de corretores de seguros no Brasil
Hoje, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), o Brasil conta com 144.716 corretores de seguros. Esse número vem crescendo de forma constante, especialmente nos últimos anos, com um aumento de 27% entre 2019 e 2023, impulsionado pelo crescimento das apólices de seguros durante a pandemia.
Corretor de seguros: muito além da venda de apólices
O corretor de seguros não é apenas um vendedor de apólices; ele é um consultor especializado, capaz de identificar as necessidades específicas de seus clientes e oferecer soluções personalizadas para garantir sua proteção. Esse profissional tem um papel fundamental em momentos de adversidade, seja protegendo o patrimônio, garantindo assistência em imprevistos ou oferecendo segurança financeira para famílias.
Da Revista de Seguros: por que a automação industrial ainda anda a passos lentos no Brasil?
- Apesar das promessas e dos programas lançados pelo governo brasileiro para promover a Indústria 4.0, a automação industrial no país ainda está longe de decolar
- Com um investimento previsto de R$ 300 bilhões até 2026, o objetivo é transformar o setor industrial com inovações tecnológicas. No entanto, muitas empresas brasileiras ainda estão bem atrás de outros países
Você já deve ter visto robôs e tecnologias futuristas em feiras e eventos, mas essa realidade está distante para a maioria das fábricas no Brasil. Mesmo com a chegada do 5G e tecnologias como gêmeos digitais, o avanço da automação não foi tão expressivo quanto o esperado. Segundo Luiz Rubião, sócio da Deloitte, enquanto grandes montadoras já estão investindo fortemente em automação, muitas indústrias menores, como as de autopeças, ainda estão no início desse processo.
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Desafios da automação no Brasil
O Brasil até tem exemplos de sucesso. No Rio Innovation Week, vimos empresas dos setores automotivo e agronegócio apresentando soluções inovadoras. Um robô, por exemplo, foi capaz de pintar plataformas de petróleo 30 vezes mais rápido do que uma pessoa. Mas esses exemplos são exceções em um mercado que precisa avançar muito para alcançar outros países.
O governo brasileiro está tentando ajudar com planos como o de Internet das Coisas (IoT) e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Também foram criadas linhas de crédito específicas para inovação, como a Letra de Crédito de Desenvolvimento (LCD). Porém, o grande desafio é fazer com que essas iniciativas cheguem de forma prática ao dia a dia das pequenas e médias indústrias, que são a base da economia.
Comparação global: onde o Brasil está na Indústria 4.0?
A nível global, a América Latina, incluindo o Brasil, representa apenas 7% das receitas geradas pela Indústria 4.0. Em comparação, a Europa responde por 34% e a América do Norte por 28%. Esse atraso coloca o Brasil em uma posição desvantajosa, se o país não acelerar a adoção dessas novas tecnologias.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o mercado brasileiro da Indústria 4.0 tem potencial para alcançar US$ 5,62 bilhões em 2028, mas para isso, as empresas precisam investir mais em tecnologias como inteligência artificial, big data e computação em nuvem
Iniciativas para reindustrialização no Brasil
O governo lançou o programa Nova Indústria Brasil, que tem como meta triplicar a participação da produção nacional em tecnologias avançadas até 2033. O plano inclui digitalizar 90% das empresas industriais e fortalecer setores como semicondutores e produtos digitais.
Além disso, o governo criou o Plano Mais Produção, uma linha de crédito que já direcionou R$ 50 bilhões em investimentos para ajudar as indústrias a se modernizarem - o que faz parte de um esforço para evitar a desindustrialização e promover o crescimento sustentável do setor.
O Brasil está pronto para dar o próximo passo?
Embora o Brasil enfrente muitos desafios, o país tem grandes oportunidades à sua frente com a Indústria 4.0. Com os incentivos e investimentos corretos, o setor industrial brasileiro pode se tornar mais eficiente, competitivo e preparado para o futuro. A chave para esse sucesso será uma combinação de inovação, recursos e uma estratégia bem implementada.
Se o Brasil conseguir alinhar esses fatores, em breve poderemos ver mais fábricas utilizando tecnologias de ponta e transformando a forma como o setor industrial opera, gerando mais empregos e crescimento econômico.
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Fonte: CNseg, em 10.10.2024