Muitas pessoas ainda associam o seguro de vida apenas a uma proteção financeira para os familiares em caso de falecimento do segurado. No entanto, essa modalidade oferece muito mais do que isso: ela também pode ser utilizada em vida, garantindo suporte financeiro e uma ampla rede de serviços que podem fazer toda a diferença em momentos de dificuldades inesperadas.
O seguro de vida é um recurso essencial para resguardar os beneficiários caso o segurado venha a falecer de causas naturais ou acidentais. Isso significa que a família pode manter sua estabilidade financeira, arcando com despesas como educação dos filhos, contas da casa e demais compromissos. Mas o diferencial dessa proteção é que ela também pode ser utilizada em vida, em situações como diagnóstico de doenças graves ou afastamento do trabalho devido a acidente ou doença, seja no caso de um trabalhador CLT ou um profissional autônomo.
A forma de contratação também é um aspecto importante, alerta Ana Flavia Ribeiro, presidente da Comissão de Produtos de Risco da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida). Ela acrescenta que o alcance das coberturas também pode ser personalizado, pois há seguros de vida em que é possível estender as coberturas para o cônjuge (ou companheiro(a), filhos e outros dependentes econômicos, protegendo todo o grupo familiar. “Essa característica é muito importante quando pensamos na divisão das responsabilidades com a casa e a família, e nos impactos da perda ou redução de renda de um ou outro provedor”, aconselha.
De acordo com Juliana Queiroz, presidente da Comissão Técnica de Benefícios (vida, previdência complementar, saúde e capitalização) do SindSeg MG/GO/MT/DF, “Se manter seguro vai muito além de um amparo em momentos difíceis. O seguro de vida é uma ferramenta essencial para garantir a estabilidade financeira da família, em todos os momentos da vida, seja no presente ou no futuro. Ele oferece suporte muito além dos casos de falecimento, mas também em situações inesperadas, como doenças graves ou afastamento do trabalho”.
Benefícios do Seguro de Vida
- Proteção financeira para os dependentes;
- Proteção para o cônjuge e filhos;
- Garantia de segurança financeira para o próprio segurado;
- Cobertura para doenças graves;
- Reembolso de despesas médicas.
Como Escolher o Melhor Seguro de Vida?
A escolha do seguro ideal depende do momento de vida e das necessidades individuais. Atualmente, o mercado oferece opções como:
- Seguros de vida com prazo determinado e indeterminado;
- Seguros exclusivos para casos de morte ou acidentes;
- Coberturas para doenças graves;
- Diária de Incapacidade Temporária - DIT;
- Diária de Internação Hospitalar - DIH;
- Diagnóstico de Doenças Graves - DG;
- Seguro funeral familiar, entre outras modalidades.
Para garantir a melhor escolha, é fundamental buscar a orientação de um corretor de seguros, que poderá indicar o seguro mais adequado para cada perfil.
O seguro de vida é mais do que um amparo em caso de falecimento: é um investimento na tranquilidade e segurança da família, garantindo suporte nos momentos mais necessários.
Fraudes, uma praga resiliente no caminho do mercado segurador
Não é de hoje que as fraudes preocupam o mercado segurador brasileiro, que, em resposta, adota seguidas ações ao longo da história para combatê-las. Golpes, dos mais grosseiros aos mais sofisticados, estão presentes em todos os ramos e modalidades. Nem sempre são identificados, representando uma praga ao correto funcionamento do mercado, não só o brasileiro quanto o internacional.
Esse quadro é descrito na matéria de capa da Revista de Seguros (nº 845), publicada no segundo trimestre de 2003 e disponível no Centro de Memória da CNseg.

A reportagem, a partir de um plano de combate às fraudes liderado pela Fenaseg (entidade antecessora da CNseg), examina o fenômeno dos golpes contra seguradoras, tanto no mercado doméstico quanto no cenário global.
Naquela altura, as fraudes representavam 9% das receitas geradas pelas seguradoras americanas, na casa de US$ 1,1 trilhão; no Brasil, a estimativa da época era de que as perdas por sinistros fraudulentos totalizavam, em média, 20% de tudo arrecadado.
Foi justamente esse comportamento fora da curva do mercado brasileiro que inspirou a Fenaseg a disparar a campanha no valor de R$ 6 milhões naquele 2003. O chamado Plano Integrado de Prevenção e Redução da Fraude em Seguros contava com 33 iniciativas para mitigar os sinistros fraudulentos. O plano englobava ações institucionais, de prevenção e comunicação; de investigação; de repressão; e de gerenciamento da informação.
A empresa de consultoria A.T. Kearkey foi contratada para fazer um diagnóstico das fraudes no País, concluindo que de 10% a 15% dos sinistros pagos nas carteiras embutiam algum tipo de fraude. Em valores, as fraudes representavam de R$ 2,4 bilhões a R$ 3,6 bilhões em 2003. O levantamento identificou os seguros de Automóvel, de Saúde, de riscos patrimoniais e de Vida entre os mais vulneráveis.
Aliás, a matéria relata uma fraude das mais criativas no ramo de Vida, cuja arrecadação era da ordem de R$ 8 bilhões e convivia com uma taxa de 1,9% de fraudes nos sinistros pagos.
A história é a seguinte: donos de uma funerária contratam várias apólices e, logo depois, um dos titulares “morre”, tentando levar para o além R$ 1,5 milhão de capital segurado. Uma denúncia motivou a seguradora a abrir uma investigação, incluindo-se aí a abertura do caixão, que, em lugar de corpo, tinha tijolos e blocos de concreto. Na sequência, o autor e seus auxiliares são identificados, presos e condenados.
Fonte: CNseg, em 10.04.2025