A CNseg, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Mercosul, realiza em 19 de outubro, das 8h30 às 18 horas, o workshop “O papel da indústria do seguro no enfrentamento à emergência climática”.
O evento vai reunir lideranças do mercado, especialistas renomados e autoridades de Governo dos países do Mercosul para abordar alternativas no enfrentamento dos atuais desafios climáticos.
Os interessados em participar do workshop, que será realizado no auditório Ipê Amarelo (Bloco B, Térreo), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, podem se inscrever clicando aqui.
Superintendente da CNseg e diretor da FenSeg concorrem a “Profissionais do Ano” no Open Summit Awards 2023
A superintendente de Acompanhamento Técnico da CNseg, Karini Madeira, é uma das finalistas do Prêmio Profissionais do Ano, na categoria “Personalidade Open Insurance - Mulher”, do Open Summit Awards 2023, devido a trabalho que vem fazendo no desenvolvimento do Open Insurance.
O diretor-executivo da FenSeg, Danilo Silveira, também concorre ao prêmio, na categoria “Personalidade Open Insurance – Homem”.
As votações vão até o dia 27 de outubro, sexta-feira, e toda pessoa com conta no LinkedIn pode participar, clicando aqui.
O Open Summit Awards 2023, que ocorre em 23 de Novembro, em São Paulo é um evento voltado a profissionais e entusiastas do mundo da tecnologia, inovação e empreendedorismo no mercado financeiro.
Um raio-x das insurtechs na América Latina, no Brasil e no mundo
Conheça o resultado do estudo “O Mercado de Seguros e as Insurtechs”
Entrevistas com representantes de insurtechs e hubs de inovação mostram que, após uma temporada de pesados investimentos, seguida de forte contração de recursos, as empresas de tecnologia e inovação têm desafios para permanecer competitivas e caminhos diversos para fortalecer o ecossistema de inovação em seguros no Brasil.
Este é o resultado do estudo organizado por um grupo de trabalho da Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg. “O Mercado de Seguros e as Insurtechs”, divulgado em setembro.
O que foi analisado no estudo
O trabalho avalia o desempenho global das insurtechs, destaca o comportamento mais promissor em economias maduras, as perspectivas não menos animadoras em países em desenvolvimento, principalmente na América Latina.
No Brasil, mudanças no campo regulatório a partir de 2019 - a Susep reduziu barreiras para novos entrantes, ao flexibilizar regras e normativos via sandbox - foram passos fundamentais para o avanço das insurtechs.
Ao lado disso, o novo comportamento do consumidor, cada vez mais adepto de novas tecnologias, portanto, mais digital; e o bom desempenho de bancos e seguradoras na era da pandemia, algo que colocou no radar dos investidores as fintechs e a as insurtechs, são outras contribuições relevantes. Nesse período, houve números recordes de operações e de aportes de capital.
O estudo examina também acontecimentos recentes que reduziram barreiras de entrada do mercado de seguros, tornando-o mais atrativo para startups e empresas de outros setores. Trata-se de novo cenário competitivo, de oportunidades e os desafios para as seguradoras tradicionais neste novo ecossistema de inovação em seguros no Brasil.
As insurtechs no mundo
- Pelas contas da FT Partners3, havia mais de 2.950 insurtechs no mundo em 2020. A metade atuando no segmento de Danos e Responsabilidades (Property & Casualty, na sigla em inglês); depois, Saúde(27%) e o ramo de Vida (7%), outros (16%). Essas insurtechs movimentaram US$ 7 bilhões em investimento.
- O estudo da CNseg assinala que, nos mercados mais avançados, como Estados Unidos e Ásia, já existem algumas insurtechs que se tornaram unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão).
- Os Estados Unidos lideram com 10 insurtechs consideradas unicórnios, seguidos pela China, com 5 unicórnios, e, em seguida, Alemanha, Coréia do Sul e Índia, que possuem um unicórnio cada.
As insurtechs no Brasil
- No país, as insurtechs avançam num ritmo aquém dos mercados internacionais. Mas chama atenção a velocidade no surgimento de novas empresas, destaca o estudo.
- O Grupo de Trabalho Insurtechs e Regulamentação no Brasil, criado pela Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg, em 2017, possuía uma lista de 50 startups brasileiras no segmento de seguros.
- Em 2020, o relatório Distrito Insurtech Report Brasil havia mapeado 113 insurtechs. Comparando com 2018- foram mapeadas 78 empresas, houve um aumento de 45% no número de startups brasileiras de seguros. A taxa de mortalidade de uma insurtech no Brasil é de 6,14%, com 6,3 anos de idade média até deixar de operar.
- Em julho de 2021, no levantamento feito pela Digital Insurance, foram mapeadas 129 startups brasileiras de seguros. Mais um aumento quando comparado com o relatório da Distrito em 2020 (113). No levantamento da Digital Insurance, já constam as insurtechs autorizadas a operar no Sandbox Regulatório da Susep.
As insurtechs na América Latina
- Até julho de 2021, foram identificadas 352 insurtechs, de acordo com o mapeamento realizado pela empresa de consultoria Digital Insurance Lata. O Brasil representa 35% do total de insurtechs da região, desempenhando importante papel no ecossistema de insurtechs da América Latina, destaca o estudo. Excluindo-se o Brasil, o número regional é de 229.
- Comparando-se ao desempenho global, a América Latina tem uma participação tímida no ecossistema global, na faixa de 7%. Em relação aos investimentos recebidos, a participação é ainda menor: 2%. Para a Digital Insurance Latam, isso se deve à maturidade do ecossistema da região, que está de 2 a 3 anos atrás do restante do mundo.
- O estudo identifica as principais categorias das insurtechs presentes na América Latina. a) “novos modelos de negócios (12%), onde estão incluídas as startups que competem diretamente com seguradoras tradicionais, com acesso direto aos clientes no modelo B2C4; b) insurtechs dedicadas à distribuição digital (42%), englobando todos os marketplaces, corretoras digitais e outros tipos de intermediários que distribuem seguros para pessoas físicas ou jurídicas em parceria com seguradoras tradicionais; c) e os chamados “enablers” ou facilitadores (46%), em tradu&c cedil;ão livre: são startups que colaboram com seguradoras, resseguradoras e intermediários.”
- O ecossistema na América Latina projeta uma taxa de crescimento de 25% ao ano, o que significa dizer que alcançara a marca de mais de 1.000 insurtechs até 2025. O crescimento mais dinâmico, atualmente, é o do México com alta de 34%, seguido pela Argentina, com crescimento de 31%, e Brasil, com 29%. Peru, Equador e Bolívia, que estavam atrasados em seu desenvolvimento, agora crescem a uma taxa de 56% ao ano
- Segundo o estudo da CNseg, o ecossistema mexicano é considerado o mais "disruptivo", com insurtechs voltadas a novos modelos de negócios. Já o ecossistema argentino possui mais da metade dessas empresas dedicadas a serviços de seguros e é caracterizado como altamente colaborativo.
- O ecossistema brasileiro tem avançado em novos modelos de negócios, principalmente com o advento do sandbox promovido pela Susep, e está mais voltado à oferta de serviços.
- O Chile possui um ecossistema pequeno, com 41 insurtechs, mas que tem atraído altos investimentos e a Colômbia mostra ser “oceano azul” para as startups que oferecem serviços para seguradoras e intermediários de seguros.
Fonte: CNseg – Notícias do Seguro, em 05.10.2023