Somente em novembro de 2023, o Espírito Santo testemunhou um crescimento notável no setor de varejo, com um reflexo direto na procura pelo Seguro Garantia Estendida, especialmente entre os consumidores de eletrônicos e eletrodomésticos. De acordo com levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), esse aumento alcançou 14,8%, totalizando uma arrecadação de R$ 5,3 milhões no mês, superando a taxa de crescimento do varejo de 12,4% reportada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Perspectivas positivas para o Seguro Garantia Estendida
Patricia Soeiro, vice-presidente da comissão de afinidades da FenSeg, compartilha uma visão otimista para o futuro do seguro Garantia Estendida, antecipando um retorno aos níveis históricos de demanda. Este otimismo é sustentado pela expectativa de queda dos juros, maior acesso a crédito, e melhorias no emprego e consumo.
"Olhando para o futuro, esperamos que o seguro de garantia estendida retorne aos seus níveis históricos, com a manutenção da queda dos juros, maior acesso a crédito e melhoria do emprego e consumo", explicou.
Desempenho anual encorajador
Ao longo dos primeiros 11 meses de 2023, o seguro Garantia Estendida gerou aproximadamente R$ 61,1 milhões em receitas no Espírito Santo, marcando um aumento significativo em comparação com os R$ 29,7 milhões registrados em 2022. Esse período também refletiu um incremento nas indenizações pagas, que somaram R$ 4,6 milhões, evidenciando um crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior.
Garantia Estendida: popularidade em alta
A garantia estendida tem ganhado popularidade, particularmente nos segmentos de móveis e eletroeletrônicos, com janeiro registrando a maior demanda pelo seguro, alcançando R$ 7,1 milhões. Isso coincidiu com um aumento de 1,3% nas atividades de móveis e eletrodomésticos, segundo dados do IBGE.
Como adquirir o Seguro Garantia Estendida
Geralmente disponível nas lojas de varejo, o seguro Garantia Estendida pode ser adquirido no ponto de venda, onde as lojas atuam como representantes das seguradoras e têm responsabilidade direta na comercialização do seguro.
Minas Gerais assume terceira posição no ranking nacional de Seguro Garantia em 2023
Em 2023, Minas Gerais destacou-se no cenário nacional de Seguro Garantia, conquistando a terceira posição no ranking, com mais de R$ 381 milhões arrecadados. Esta modalidade de seguro, crucial para a realização de grandes obras, registrou um aumento significativo de 23,8% na arrecadação em comparação ao ano anterior, conforme dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
Alta na arrecadação e pagamentos
A performance do estado mineiro não apenas superou as expectativas, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro e São Paulo, mas também mostrou um avanço considerável em termos de indenizações pagas, totalizando mais de R$ 79,6 milhões.
Avanços e posições no ranking
Comparando com 2022, Minas Gerais subiu tanto em arrecadação quanto em indenização no ranking nacional, demonstrando sua crescente importância neste segmento de seguros.
Contribuição de Minas Gerais para o cenário nacional
O comportamento positivo em Minas Gerais reflete a tendência de crescimento nacional, onde o ramo arrecadou cerca de R$ 5,2 bilhões, com um avanço de 20,3%, e pagou aproximadamente R$ 1,4 bilhão em sinistros.
Marco Legal das Garantias: um impulso para o crescimento
A sanção do Marco Legal das Garantias, em outubro de 2023, promete manter o ímpeto de crescimento do setor, oferecendo mais objetividade e segurança jurídica nas operações de Seguro Garantia.
O Seguro Garantia explicado
O Seguro Garantia assegura o cumprimento de obrigações contratuais, como projetos de construção licitados pelo governo, protegendo as partes envolvidas contra inadimplências.
A importância estratégica do Seguro Garantia para o desenvolvimento
Além de promover segurança jurídica, o Seguro Garantia é fundamental para o desenvolvimento de infraestrutura e a realização de projetos de grande porte em Minas Gerais e em todo o Brasil.
Corretores de seguros: casos de registro suspenso ou cancelado alcançam quase 9 mil profissionais
No momento, cerca de 8,7 mil profissionais de corretagem de seguros estão com a habilitação suspensa para exercer o ofício por ordem da Superintendência de Seguros Privados, o órgão que supervisiona as seguradoras e corretores. Em geral, a suspensão decorre de inconsistências cadastrais, mas há também a possibilidade de ocorrer em virtude de processos administrativos.
O que acontece quando a habilitação de um corretor de seguros é suspensa
Quando suspensos, esses corretores estão proibidos de atuar no mercado e só podem receber comissões referentes ao período anterior à sanção aplicada pela Susep. As seguradoras também podem ser punidas, caso aceitem produção de corretores com o registro suspenso.
A grande maioria de profissionais com a habilitação suspensa atua como pessoa jurídica. São
6.730 empresas com pendengas perante a autarquia de seguros, ao passo que o chamado corretor de pastinha (pessoa física) representa 1.886 casos.
No caso dos cancelamentos, são pouco mais de 400 casos. A Susep, por meio de sua assessoria de imprensa, explica que o cancelamento do registro de corretor ocorre a pedido do próprio profissional, por seu falecimento, por incapacidade civil temporária ou permanente ou, ainda, por decisão administrativa transitada em julgado.
Já no caso das pessoas jurídicas, o registro pode ser cancelado também a pedido, em decorrência de mudança no objeto ou distrato social ou, ainda, de ofício, pela ausência de responsável técnico, por decisão administrativa transitada em julgado, ou em decorrência de status inativo ou cancelado na Receita Federal.
Como virar um corretor de seguros?
- Além de atender a todos os requisitos estabelecidos na Lei nº 4.594, de 1964, é necessário também possuir habilitação técnica e se registrar na Susep para atuar como corretor de seguros
- Há duas instituições de ensino credenciadas pela Susep para oferecer cursos e exames específicos. Atualmente, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV)
- Após receber sua certificação, é necessário realizar um cadastro, por meio do qual serão solicitados seus dados atualizados e foto de rosto. No entanto, para efetuar o cadastro na Susep, é necessário possuir uma conta gov.br nível ouro, que oferece o mais alto nível de segurança, garantindo a proteção dos dados pessoais e das informações sensíveis dos usuários. A Susep lembra que a conta gov.br não é gerenciada por ela
Para mais informações, entre em contato com a ENS ou FGV pelos sites oficiais: http://www.ens.edu.br/ ou https://portal.fgv.br/
Em síntese, a Lei nº 4.594 diz que “o corretor de seguros, seja pessoa física ou jurídica, é o intermediário legalmente autorizado a angariar e a promover contratos de seguro, admitidos pela legislação vigente, entre as sociedades de seguros e as pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado.
Para ser corretor de seguros: áreas de atuação dependem de certificações dadas por instituições de ensino
O novo profissional poderá atuar na área de sua certificação, concedida pela ENS ou FGV. Atualmente, existem as seguintes certificações:
- Corretagem de seguros de danos, seguros de pessoas, de planos de previdência complementar e de capitalização
- Corretagem de seguros de pessoas, de planos de previdência complementar e de capitalização
- Corretagem de microsseguros
Fonte: CNseg, em 05.02.2024