Ao menos 25 atividades econômicas dependem, direta ou indiretamente, dos mares e oceanos
Economia azul, expressão cunhada pelo economista belga Gunter Pauli, em 2009, significa, no entender do banco Mundial, "uso sustentável dos recursos oceânicos para o crescimento econômico, a melhora dos meios de subsistência e empregos, preservando a saúde do ecossistema oceânico"
Günter Pauli, em seu livro “Blue Economy” (A Economia Azul), enumera 100 ideias inovadoras que beneficiam o meio ambiente e, ao mesmo tempo, satisfazem as necessidades básicas do ser humano.
Ao menos 25 atividades dependem, direta ou indiretamente, dos mares e oceanos. Pelas projeções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essas atividades movimentarão US$ 3 trilhões até 2030.
O papel do Brasil na Economia Azul
Controlador de um território marítimo de 3,6 milhões de km2 – área maior do que do que Nordeste, Sudeste e Sul juntos –, o Brasil pode desempenhar um papel estratégico na economia azul, abrangendo desde a construção naval até a exploração de riquezas minerais e energéticas, mas carece de uma metodologia oficial para calcular o "PIB do Mar" e está em estágios iniciais de políticas de sustentabilidade, constata Thauan Santos, especialista em Economia do Mar.
Pauli destaca a importância do equilíbrio entre crescimento econômico e preservação do ambiente marinho, sublinhando a necessidade de uma mentalidade marítima e avanços em direitos regulatórios, investimentos e políticas de incentivo.
6 pontos relevantes sobre a Economia Azul
- Diferentes metodologias, como Matriz Insumo-Produto e Contas Satélites, podem ser usadas para mensurar a relevância do mar no PIB de um país
- O Brasil ainda carece desses dados oficiais, tendo em vista a recente introdução do conceito de Economia do Mar
- Estratégias para promover as atividades da Economia do Mar incluem a criação do Grupo Técnico PIB do Mar, o Planejamento Espacial Marinho financiado pelo BNDES, e a política marítima nacional
- O período de "Década do Oceano" (2021-2030) destaca a importância do oceano como fonte de riqueza, mas alcançar metas sustentáveis requer investimentos em ciência, inovação e cooperação internacional
- A ciência, inovação e cooperação internacional são fundamentais para atingir as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 14) relacionadas à Economia do Mar
- A indústria de seguros pode se beneficiar da Economia do Mar ao considerar o diálogo com setores como transporte de cargas, exploração de óleo e gás, indústria naval e atividade pesqueira, com a sustentabilidade ganhando cada vez mais relevância na indústria marítima
"Seguros Integrados: As oportunidades e desafios na perspectiva do consumidor", por Ricardo Morishita Wada

Em artigo, o professor de Direito do Consumidor e doutor em Direito explora os seguros integrados, destacando sua inserção em um mercado global crescente e sua conexão com as finanças integradas
- No artigo "Seguros Integrados: As oportunidades e desafios na perspectiva do consumidor", Ricardo Morishita Wada escreve sobre o crescimento dos Seguros Integrados e sobre o potencial de mercado dos seguros integrados, prevendo um valor global significativo e sua aplicação em diversos setores
- Morishita Wada discute a transformação dos modelos de Software como Serviço (SaaS) e Banco como Serviço (BaaS), essenciais para a integração de finanças nos produtos e serviços
- O rofessor de Direito do Consumidor comenta sobre o papel das APIs e sua importância das Interfaces de Programação de Aplicações (APIs) na facilitação da integração de serviços financeiros e bancários em plataformas de terceiros
- Ricardo Morishita Wada reflete, também, sobre os desafios de segurança, a necessidade de inovação e o foco na experiência do consumidor para o desenvolvimento sustentável do setor
Transformação Digital chega à liquidação de sinistros do Seguro de Automóvel
A indústria de seguros está experimentando uma revolução digital que está transformando profundamente a maneira como as operações de seguro de automóvel são realizadas. Esse impacto é especialmente notável na regulação e liquidação de sinistros, à medida que o setor se adapta à era online. A integração de várias tecnologias permite agora que os segurados recebam indenizações em uma média surpreendente de cinco dias após a apresentação de toda a documentação necessária, o que representa uma drástica redução no prazo de liquidação de sinistros. Isso contrasta com o período anterior, que poderia se estender por até 30 dias, conforme estabelecido pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), a entidade de supervisão do mercado segurador.
Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), elogia o momento mágico do mercado:
“É notável como as seguradoras têm investido em tecnologia para agilizar o processo de atendimento ao cliente, desde o aviso do sinistro até a avaliação e liberação dos pagamentos. A introdução de ferramentas, como aviso de sinistro digital, vistoria digital e comunicação via chatbox, também traz mais conveniência e eficiência para os segurados. Além disso, a utilização de bases externas e geolocalização para entender a situação do sinistro demonstra um avanço significativo na indústria de seguros”
Tecnologia e inovação contra desigualdades em investimentos
Ainda que os investimentos em tecnologia estejam em diferentes estágios entre as empresas, Keila destaca que eles são convergentes no sentido de proporcionar uma experiência mais completa e satisfatória dos clientes. Essa melhoria não se limita apenas à rapidez no pagamento de indenizações por perda total ou parcial, mas também se estende aos serviços adicionais oferecidos por meio da Assistência 24 horas, que inclui de atendimento a emergências domésticas a suporte em diferentes situações aos segurados dessa carteira.
O sucesso da liquidação online de seguros, reconhece, tem a ver, em especial, com o impressionante uso da inteligência artificial, capaz de agilizar e aprimorar esse tipo de processo, trazendo mais eficiência e segurança para as seguradoras e para as pessoas envolvidas.
“A tecnologia está avançando rapidamente e trazendo benefícios significativos para diversos setores, impactando também a forma como lidamos com sinistros e seguros em geral de forma significativa”, assinala Keila.
Além disso, a utilização da Inteligência Artificial desempenha um papel fundamental na detecção de tentativas de fraude, um desafio constante para as seguradoras. Ou seja, para Keila Farias, é reconfortante saber as ferramentas e mecanismos para agilizar o pagamento das indenizações também podem identificar e inibir possíveis tentativas de fraude.
Fonte: CNseg, em 02.02.2024