
Com o objetivo de aproximar agentes do setor logístico e segurador, e promover um entendimento mais profundo sobre os seguros no transporte rodoviário de cargas, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e a Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) realizaram, em 12 de novembro, o 1º Encontro entre Operadores Logísticos e Seguradoras em São Paulo.
O evento, que reuniu operadores logísticos, seguradoras e representantes dos governos federal e estadual, discutiu boas práticas no setor de transporte à luz da nova Lei 14.599/23, como por exemplo a exigência de seguro de responsabilidade civil para transportadoras ou a necessidade de seguro de mercadorias em armazéns.
O painel de debates, que contou ainda com a presença de representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Superintendência de Seguros Privados (Susep), trouxe debates acerca de soluções que fortaleçam a proteção dos operadores logísticos e aprimorem as práticas e regulamentações do mercado segurador, gerando benefícios para consumidores, empresas e a economia nacional.
Para Laíne Meira, superintendente de relacionamento com o poder Executivo da CNseg, a colaboração entre seguradoras e operadores logísticos é essencial para o desenvolvimento de práticas inovadoras. “Dialogar com diferentes atores do país, como os OLs – empresas que oferecem serviços de logística integrada, como armazenagem, gestão de estoque e transporte por qualquer modal – e trazer as demandas do seguro a esses atores institucionais é de suma importância. Dessa forma, podemos desenvolver iniciativas que ampliem a execução de normativas e aprimorem os produtos de seguro para essa área”, afirmou.
Para o diretor executivo da Fenseg, Danilo Silveira, operadores logísticos e seguradoras lidam com desafios semelhantes, especialmente os gargalos da infraestrutura dos modais de transporte, especialmente o rodoviário, o mais utilizado no país para transporte de cargas. “A matéria-prima do seguro é o risco. Para que tenhamos um seguro bem estruturado, precisamos conhecer bem o risco. E conhecer bem o risco depende do próprio cliente, ou seja, de sua capacidade de saber o que pode ser mitigado, evitado e o que pode ser transferido para o seguro. Este evento é uma grande oportunidade para amadurecer a compreensão dessa engrenagem,”, explicou.
Fonte: CNseg, em 13.11.2024