Chuvas extremas expõem vulnerabilidade climática e reforçam papel do seguro
As fortes chuvas registradas no início de maio deixaram mortos, desaparecidos e milhares de pessoas fora de casa em diferentes estados brasileiros. Pernambuco e Paraíba estão entre os locais mais afetados, enquanto o Rio Grande do Sul voltou a enfrentar transtornos provocados por eventos climáticos extremos, dois anos após a tragédia que marcou o estado.
O cenário reforça um alerta cada vez mais presente no debate público: a necessidade de adaptação climática e planejamento preventivo.
Segundo a diretora de Sustentabilidade da CNseg, Cláudia Prates, o setor segurador já dispõe de ferramentas tecnológicas capazes de auxiliar governos na gestão de riscos climáticos:
“O setor segurador pode ajudar, tem ferramentas de avaliação. A gente mesmo na CNseg lançamos a ferramenta de risco climático, começando com inundação, mas várias seguradoras também já têm ferramentas que podem ajudar estados, municípios em olhar o risco, fazer planos de adaptação e cobrir o seguro.”
Ela também destacou que o seguro pode atuar na proteção de residências e populações vulneráveis, reduzindo o número de desalojados e desabrigados em tragédias climáticas.
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Além da proteção individual, o setor defende modelos de parceria entre governos e seguradoras para reduzir impactos econômicos em situações de desastre.
Para Cláudia Prates:
“Quando você tem um desastre, o que acontece normalmente? O governo entra para reconstruir, mas isso acaba aumentando o endividamento do governo.”
Ela citou exemplos internacionais, como Japão e Chile, que já utilizam modelos estruturados de proteção coletiva:
“A gente pode pensar em seguro estado, seguros municípios. Com isso você tem uma proteção maior e traz dinheiro novo quando tem um acidente.”
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Entrou em vigor a Resolução nº 485/2025 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), que estabelece novos critérios ambientais, sociais e trabalhistas para contratação do Seguro Rural.
A medida impede a oferta de cobertura para propriedades com irregularidades nesses temas.
Segundo Pedro Werneck, gerente de Sustentabilidade da CNseg, a entidade desenvolveu uma ferramenta de monitoramento geoespacial para auxiliar seguradoras na análise de risco:
“Desenvolvemos uma ferramenta no âmbito do hub de inteligência climática aqui pro setor de seguros, que consolida todas essas informações que são demandadas pela 485.”
O objetivo é ampliar a chamada “subscrição responsável” no agronegócio.
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O Seguro Garantia Estendida permite prolongar a proteção original de produtos como:
- eletrodomésticos
- eletrônicos
- equipamentos diversos
A cobertura inclui:
- peças
- mão de obra
- troca do produto em alguns casos
O seguro pode ser contratado na compra ou antes do fim da garantia do fabricante.
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O setor segurador arrecadou mais de R$ 88 bilhões no primeiro bimestre do ano, considerando todos os segmentos, exceto saúde suplementar.
No mesmo período, mais de R$ 40 bilhões retornaram à sociedade na forma de:
- indenizações
- benefícios
- resgates
- sorteios
Os números reforçam o peso econômico e social da proteção securitária no país.
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O lançamento do novo Desenrola Brasil movimentou as redes sociais.
O programa agora permite:
- uso de até 20% do FGTS
- juros de até 1,99% ao mês
- descontos que podem chegar a 90%
Mas uma regra chamou atenção: quem aderir ao programa ficará impedido de utilizar plataformas de apostas por um ano.
O tema ganhou repercussão em meio ao avanço do endividamento relacionado às bets.
Segundo dados citados na edição:
- brasileiros gastam bilhões por mês com apostas online
- milhares de famílias entraram em inadimplência severa
Uma dica: se vai negociar a dívida, inclui na negociação o seguro prestamista com cobertura para caso de desemprego.
Fonte: CNseg, em 08.05.2026