Seis em cada dez brasileiros querem se aposentar até os 60 anos, mas planejamento ainda é desafio
O desejo de parar de trabalhar mais cedo esbarra na falta de planejamento e de informação sobre proteção financeira. Segundo levantamento FenaPrevi/Datafolha, 59% dos trabalhadores ativos planejam se aposentar até os 60 anos, mas apenas 28% consideram essa meta viável.
O estudo mostra ainda que 82% dos brasileiros não têm Seguro de Vida e quase metade não sabe quanto o produto custa, supondo que a proteção não cabe no orçamento.
Para Edson Franco, presidente da FenaPrevi, a falta de informação também influencia as prioridades financeiras. Em 2025, os brasileiros movimentaram mais de R$ 220 bilhões em apostas online, enquanto os prêmios de seguros de Vida e Automóveis somaram R$ 140 bilhões.
“Eu acho que o primeiro componente é educação financeira, falta de capacidade de planejamento, desinformação. Esse não é um debate para ser feito de forma superficial, mas ilustra que existe um grande problema de educação financeira e que não é um problema simplesmente de renda. As pessoas gastam com outras coisas, é um problema de prioridades.”
O levantamento também chama atenção para a dependência da Previdência Social: 92% dos entrevistados que já estão aposentados têm o INSS como principal fonte de sustento.
Segundo Edson Franco, o aumento da longevidade e as mudanças no mercado de trabalho também entram nessa discussão:
“fato de que o mercado de trabalho tá sofrendo uma detização, né, ou uma pejotização, se você preferir, tá fazendo com que eh o financiamento do INSS também seja reduzido, porque você tem muito mais gente deixando de contribuir pro INSS. E isso tá trazendo a parede da insustentabilidade do sistema PMIC de previdência para mais perto. A janela de oportunidade que existe para que nós possamos criar um novo sistema previdenciário está se fechando.”
A FenaPrevi defende a ampliação da educação financeira e o avanço do debate sobre formas de garantir a proteção da renda das famílias brasileiras no futuro.
🚢 Você sabia? Existe um seguro conhecido como “DPVAT das águas”
Acidentes com embarcações também contam com uma proteção específica no Brasil.
O tema ganhou atenção após o naufrágio de uma balsa com 243 passageiros no Mar de Java, na Indonésia, durante uma forte tempestade.
Se um acidente desse tipo ocorresse no Brasil, passageiros poderiam contar com o DPEM — Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas.
Obrigatório no país, ele protege passageiros, tripulantes e terceiros em casos de morte, invalidez permanente e despesas médicas.
Já para danos à própria embarcação, existe o Seguro de Cascos, que oferece proteção de acordo com as coberturas contratadas.
📊 Títulos de Capitalização usados como garantia movimentam mais de R$ 2 bilhões
O setor de Capitalização arrecadou R$ 15,570 bilhões no primeiro semestre deste ano, segundo dados da Susep analisados pela FenaCap.
Duas modalidades se destacaram no período.
A modalidade Instrumento de Garantia cresceu 15% e movimentou R$ 2,140 bilhões. Ela pode ser utilizada para garantir contratos públicos e privados, como aluguéis, editais de grande porte e projetos de infraestrutura.
Já a modalidade Incentivo, utilizada por empresas como ferramenta de marketing e relacionamento, avançou 22%, com R$ 870 milhões em arrecadação.
🌾 Tá na rede! De A Fazenda para a vida real: no campo, gestão de riscos também faz parte do jogo
A 18ª edição de A Fazenda já começou movimentando as redes sociais. Antes mesmo da formação da primeira roça, uma cobrança da apresentadora Adriane Galisteu por maior posicionamento dos participantes repercutiu entre os fãs do reality.
Fora da televisão, porém, quem trabalha em uma fazenda precisa lidar com riscos bem diferentes.
Chuva excessiva, seca, granizo, geada e ventos fortes, entre outros eventos climáticos, podem provocar prejuízos significativos à produção. É nesse contexto que entra o Seguro Rural.
A proteção atende diferentes atividades do setor, com modalidades voltadas para agricultura, pecuária, florestas e aquicultura, além de coberturas para determinados bens e riscos relacionados à atividade rural.
Se no reality um dos maiores receios dos participantes é “ir para a roça”, na fazenda de verdade o produtor precisa se preparar para acontecimentos capazes de comprometer toda uma produção.
Por isso, conhecer as modalidades de Seguro Rural e avaliar quais coberturas fazem sentido para cada atividade também faz parte da gestão de riscos no campo.
Fonte: CNseg, em 25.09.2026