Por Antonio Penteado Mendonça
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Segundo a Climatempo, uma das mais reconhecidas empresas brasileiras de análises meteorológicas, o ano de 2026 tem tudo para ser mais conturbado do que o ano passado, quando o clima atacou de forma pesada em vários momentos, atingindo diferentes regiões do país e causand o danos de monta em várias delas. Segundo a empresa, este ano será marcado por uma série de fenômenos atmosféricos e oceânicos que ao longo dos 12 meses trarão oscilações severas, capazes de atingir o território nacional com mais força do que se viu ao longo de 2025. É uma notícia desafiadora, para dizer o mínimo. Com um cenário onde “La Niña” e “El Niño” darão as caras, além de outros fenômenos naturais, as previsões serão mais difíceis de serem realizadas, dificultando a adoção de providências para minimizar os danos. O que é certo é que ondas de calor acima da média seguirão se sucedendo ao longo do ano e que elas darão lugar a momentos mais frios e mais secos, dividindo o espaço com outros úmidos, capazes de trazerem chuvas intensas, mesmo fora de época. Governo e empresas terão que se valer de previsões climáticas de curto prazo, já que não haverá um padrão constante ao longo do ano, para tomarem as providências necessárias para minimizar os prejuízos decorrentes dos eventos climáticos que se abaterão sobre o Brasil. Neste momento, a estrela da festa tem sido os tornados que atravessam o Paraná, cobrando um alto preço das cidades e propriedades rurais em seu caminho. Mas isso não significa que não estamos sujeitos a tempestades mais violentas do que as que nos atingiram até agora. Mais que isso, não significa que elas não possam ocorrer com violência, em outras épocas do ano, em teoria, menos sujeitas a estes fenômenos. O Brasil não é famoso pela adoção de medidas governamentais destinadas se não a evitar, ao menos a diminuir seus impactos, através de um planejamento focado na ocupação do solo. Aliás, é quase impossível fazer isso, especialmente em áreas já ocupadas há um certo tempo. Não é uma realidade exclusivamente nossa, ao contrário, a maioria dos países, ao serem atingidos, acabam mostrando que estão tão mal preparados quanto nós e que planejamento preventivo é muito mais conversa de seminários, do que planos de ação concretos. É só observar os incêndios que atingem a Europa e os Estados Unidos, ou a inundações que também varrem as duas regiões para não ficar dúvidas a respeito. A diferença está no seguro, a mais eficiente forma de, depois da catástrofe, minimizar prejuízos e recompor patrimônios destruídos. Enquanto nós não avançamos nas discussões sobre o tema, países como a França já encontraram a solução para cobrir os danos causados pelas inundações e, atualmente, mais de 90% dos imóveis residenciais segurados têm cobertura para elas. Com base nas previsões, 2026 será um ano caro, onde os eventos climáticos cobrarão um alto preço do brasileiro. O duro é que não se vê nenhuma ação coordenada pelo Governo para desenvolver um plano de ação nacional, destinado a proteger nossa sociedade, nem agora, nem a longo prazo. |
Fonte: SindSeg SP, em 16.01.2026.
