Por Sidney Klajner
Um estudo do Einstein sobre cirurgias de endometriose e de retirada de vesícula mostrou que, para parte dos pacientes, elas não eram o tratamento indicado
Quando recebe indicação para ser submetido a uma cirurgia, confiando em seu médico, o paciente acredita que essa é a melhor solução para seu problema de saúde. Nem sempre, porém, esse é o caminho que deveria ser seguido à luz das melhores práticas médicas. Cirurgias desnecessárias acontecem, expondo a riscos e trazendo sequelas que seriam evitados com um tratamento conservador e algumas vezes sem resolver o problema que levou à busca por um tratamento.
Um estudo realizado pelo Einstein apontou que, na amostra avaliada, 22,2% das cirurgias de endometriose e 13% das colecistectomias (retirada de vesícula) eram desnecessárias. O trabalho, publicado no BMJ Open Quality, analisou 430 casos de indicações dessas cirurgias entre 2020 e 2021 segundo os protocolos que o hospital adotou em seu Programa de Gestão da Pertinência do Cuidado, baseados em evidência científica e validados por grupos de especialistas da área médica e multiprofissional. Foram excluídos do estudo cirurgias de urgência ou associadas a outros procedimentos (como cirurgia de endometriose associada à remoção de útero).
Fonte: Futuro da Saúde, em 08.05.2024