
Edi de Lima, representante da Apcelesc em Lages, reuniu uma turma para uma Roda de Conversa, regada a excelente café. Edi os convidou para relembrarem “saborosas histórias”, tão comuns quando se encontram os antigos empregados da Celesc.
Estavam presentes uns 40 aposentados e pensionistas, entre eles: Hélio Wolff, Tadeu Veneri, Edson Bianchini Freitas, Ademar Amaral de Jesus, Antonio Lucídio Pereira da Silva e Ademar Carlos Alves, o Mireta, que se revezaram narrando fatos curiosos e engraçados.
Em diversos episódios, um nome se destacava: Dona Lotinha, apelido de Louise Charlote Werhman Valente, mulher respeitada na cidade toda, viúva de acionista da antiga Força e Luz de Lages que, após a incorporação pela Celesc, em 1964, permaneceu trabalhando como chefe da área comercial. Dentre uma batelada de histórias, aqui vai uma delas, relatada naquele dia.
O time de futebol de salão da Celesc disputava a final do torneio. O goleiro José Semmer, conhecido como Alemão, e o árbitro Olivar Salmória, que roubou descaradamente provocando a derrota da Celesc, se desentenderam. Do bate-boca evoluíram para os tapas e Alemão acertou em cheio a orelha do Salmória.
Na semana seguinte, Dona Lotinha recebeu correspondência do Conselho Municipal de Esporte, informando que o Alemão fora condenado a um ano sem entrar no Ginásio de Esportes, por mau comportamento. Dona Lotinha, conhecedora da briga, chamou o Alemão em sua sala e lhe deu parabéns.
Em seguida, ligou para a subestação: ‘Retirem imediatamente o transformador da frente do Ginásio de Esportes, ele é nosso e faz um ano que a Prefeitura não paga o aluguel’. No dia seguinte a punição do Alemão havia sido revogada.
Fonte: Celos, em 20.06.2023.