
Apresentados os resultados de dezembro, o Plano Misto fechou o ano de 2022 com rendimento de 8,63% vs. 11,09% da meta, enquanto o Plano Transitório acumulou alta de 9,43% vs. 11% da meta. Fazendo um balanço geral, 2022 foi mais um ano desafiador, sendo os principais obstáculos o ciclo de alta de juros nas principais economias a fim de conter a inflação, potencializada pela guerra na Ucrânia, principalmente das commodities. No Brasil, especificamente, ainda tivemos uma das eleições mais polarizadas de nossa história.
Estes fatores pressionaram principalmente os preços dos ativos de risco nos mercados de renda variável e taxa de juros (impacto nos títulos públicos), além da meta de inflação (IPCA) não ter sido alcançada pelo governo pelo quarto ano consecutivo. O resultado foi uma dificuldade geral das Entidades em alcançarem suas metas atuariais no ano.
Segundo estudo realizado pela Aditus Consultoria com outras 120 Fundações, a mediana das rentabilidades dos planos Contribuição Variável (semelhantes ao plano Misto) em 2022 foi de 8,22% e dos planos Benefício Definido (semelhantes ao plano Transitório) foi de 9,94%, ou seja, ambos os planos apresentaram resultado aderentes à mediana.
Durante o ano, a CELOS buscou reduzir o risco da carteira diminuindo sua exposição em renda variável e fundos de participações (FIPs), e aumentando sua posição em títulos públicos federais (especialmente os marcados na curva), fundos multimercados média vol e fundos DI (fundos de caixa), para aproveitar oportunidades e reduzir a volatilidade da carteira.
Com isso, por exemplo, a carteira do plano Misto encerra o ano de 2022 com 64% aplicado em títulos públicos frente aos 55% do início do ano. Para 2023, de acordo com as novas Políticas de Investimento (já disponíveis no site da CELOS), o indicativo é de continuidade gradual deste direcionamento em função das elevadas incertezas econômicas, como a manutenção das taxas de juros elevadas ao longo do ano.
Fonte: Celos, em 18.01.2023.