Por Juliana Schincariol
Conforto criado por juro alto atrasou evolução do setor, segundo Roland Berger
As políticas de investimentos dos fundos de pensão para 2020 indicam que as fundações vão aumentar o risco de suas carteiras diante dos juros nas mínimas históricas, que pressionam as metas atuariais. Essa movimentação, contudo, representa um desafio para as entidades de previdência fechada. Elas não estão preparadas para o ambiente competitivo e de diversificação de ativos necessária, alerta a consultoria alemã Roland Berger. “O setor previdenciário brasileiro terá de se transformar, modernizando estratégias e modelos de gestão”, afirma ao Valor o diretor Daniel Martins.
Além do longo histórico de investimento concentrado em títulos públicos - que já não apresentam os mesmo retornos do passado -, a reforma da Previdência sugere que há espaço para abertura do mercado, incluindo a competição com a previdência aberta, e consolidação entre os fundos de pensão, segundo a consultoria. Isso por conta da obrigatoriedade de criação de fundos de previdência complementar para servidores públicos.
Fonte: Valor Econômico, em 06.03.2020