Estudo evidencia situação crítica da saúde mental com burnout médico e falta de monitoramento pode impactar diretamente no atendimento
O burnout foi incluído pela OMS, em janeiro deste ano, na Classificação Internacional de Doenças como uma síndrome ocupacional crônica, dada sua ligação direta com o desempenho no trabalho. Estudos recentes publicados em setembro, um deles na publicação científica The BMJ e o outro na Mayo Clinic Proceedings, constataram altos índices de burnout médico, sendo que o primeiro associa a síndrome à diminuição no engajamento da carreira, enquanto o segundo aborda o aumento da doença sob o contexto pandêmico.
Ambas as pesquisas compreendem que a Síndrome de Burnout envolve três dimensões: a primeira implica na exaustão emocional — ligado ao estresse –, sentimento de sobrecarga e esgotamento emocional e físico; a segunda, a despersonalização, que representa um distanciamento dos aspectos que envolvem o trabalho; a terceira, a sensação de realização pessoal reduzida, ligada à autoavaliação, que leva a sentimentos de incompetência e produtividade inadequada em relação ao ambiente profissional.
Fonte: Futuro da Saúde, em 18.10.2022