
Em matéria publicada nesta sexta-feira (09/01) pelo serviço Broadcast, o Diretor-Presidente da Abrapp, Devanir Silva defendeu que o país deveria retomar o debate sobre uma nova Reforma da Previdência ao longo de 2026 devido ao cenário eleitoral. “O momento para tratar desse assunto será este ano, uma vez que os candidatos precisam se mostrar comprometidos com uma solução para o Estado brasileiro, com uma reforma previdenciária em 2027”, disse Devanir.
O dirigente da Abrapp resgatou proposta apresentada ao governo antes da última Reforma da Previdência realizada em 2019 pela Abrapp, Fenaprevi e CNSeg que defendia um modelo híbrido de repartição de capitalização para a previdência pública (até o teto do INSS). Para rendimentos acima do teto, haveria a possibilidade de contratação da previdência complementar.
Com o título “Momento ideal para discutir nova Reforma da Previdência é 2027, afirmam especialistas”, a reportagem ouviu, além do Diretor-Presidente da Abrapp, o ex-Secretário de Previdência e Consultor Legislativo, Leonardo Rolim; o Economista e Professor do FGV-RJ, Fábio Giambiagi.
Leonardo Rolim também defendeu o modelo de capitalização, que chegou a ser discutido pelo Congresso Nacional, na recente Reforma da Previdência, mas que foi abandonado. “O texto aprovado em 2019 teve um efeito muito bom. Mas, nesse cenário de transição demográfica, com envelhecimento da população, precisamos voltar aos pontos excluídos pelo Congresso”, afirma. Um dos pontos retirados da versão original previa a adoção de um regime de capitalização, em que cada trabalhador financia a própria aposentadoria em uma conta individual.
Fabio Giambiagi também considera, segundo a reportagem, que uma nova reforma deveria endereçar pontos que não foram aprovados por falta de quórum político em 2019. Ele explicou que o propósito da reforma de 2019 foi apenas desacelerar o avanço dos gastos previdenciários, e não reduzi-los.
Fonte: Abrapp em Foco, em 09.01.2026.