Por Daniela Nalio Sigliano
A crise econômica trazida pela Covid-19 apresenta desafios ao setor da saúde suplementar que apontam a necessidade iminente de rever suas práticas de mercado ou, em vista do desequilíbrio financeiro, preparar-se para a eventual insolvência da operadora
Os impactos econômicos da Covid-19 ainda estão longe da plena compreensão, mas diversos efeitos já são sentidos pelo mercado. Um deles é o aumento expressivo de pedidos de recuperação judicial1 e decretações de falência nos anos de 2020 e 2021. Considerando que 67,6% do tipo de contratação de empresas do mercado da saúde suplementar é constituído por planos coletivos empresariais, espera-se que o setor da saúde suplementar sofra os reflexos das dificuldades financeiras enfrentadas por essas empresas2. Esse cenário indica às operadoras de planos de saúde (OPS) a necessidade de adotar novas estratégias de gestão de carteira para reduzir o impacto da insolvência de empresas, como revisar velhas práticas e aumentar a participação de planos de contratos individuais.
Fonte: Migalhas, em 04.02.2022