Lista foi elaborada pela Open Future World, que mantém um diretório global sobre iniciativas de Open Data . Iniciativa reconhece as organizações internacionais mais interessantes a tratar de finanças abertas. Ranking foi baseado no quantitativo de menções positivas de empresas e instituições em notícias.
O Banco Central do Brasil (BCB) figurou à frente de reguladores britânicos como Financial Conduct Autority (FCA) e Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA, na sigla em inglês), e na posição de número 21 no ranking geral que engloba as empresas mais interessantes a tratar e desenvolver Open Finance na primeira edição do ranking da Open Future World, que mantém um diretório global sobre iniciativas de Open Data. O ranking foi baseado no quantitativo de menções positivas de empresas e instituições em notícias em seu portal especializado no tema ao longo de 2021, reconhecendo as organizações por trás das manchetes e artigos de opinião mais interessantes sobre finanças abertas.
Para o BC, ser eleito o órgão regulador mais bem colocado em ranking de Open Finance reforça o pioneirismo da instituição e o coloca como referência internacional nesse tipo de iniciativa. “É um reconhecimento importante a um trabalho bastante desafiador que vem sendo feito de forma integrada por dezenas de servidores e servidoras do BC de diferentes áreas, não só de Regulação, como também de Administração, de Fiscalização e de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta. O mérito é de todas essas pessoas que, conjuntamente, vêm construindo esse projeto”, diz Janaina Attie, assessora sênior do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor).
O Open Finance visa ampliar a concorrência e a eficiência no Sistema Financeiro Nacional, recolocando o consumidor no controle da gestão de seus dados e de seus recursos financeiros. Em 2022, o Banco Central dá continuidade ao processo de implementação do ecossistema. Atualmente está sendo colocada em prática a iniciação de transação de pagamento por Pix (que integra a fase 3) e de disponibilização de dados abertos sobre produtos e serviços relacionados a seguros, previdência, câmbio, credenciamento e investimentos (primeira etapa da fase 4). Ao longo deste ano, o compartilhamento de outros produtos e serviços estão previstos, como: iniciação de transação de pagamentos por meio de TED, de transferência entre contas na mesma instituição, de boletos e com débito em conta; encaminhamento de proposta de crédito; e o compartilhamento de dados transacionais referentes seguros, previdência, câmbio, credenciamento e investimentos.

Evolução
Para a construção do modelo brasileiro do ecossistema, experiências internacionais foram tomadas como referência, como as do Reino Unido e da Austrália. “Buscamos levar em consideração os acertos e erros decorrentes da implementação dessas iniciativas e construir um modelo mais ajustado com as lições aprendidas por outros reguladores”, afirma Janaina. A proposta brasileira também evoluiu, substancialmente, em relação a outros países no que diz respeito ao escopo de dados.
“Passamos de um modelo de Open Banking para Open Finance, abrangendo dados de outros serviços financeiros ofertados e distribuídos por instituições financeiras como operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência complementar aberta. O que tem levado outras jurisdições a analisar a possibilidade de seguirem o mesmo caminho em suas iniciativas”, disse a assessora sênior do Denor.
Open Future World
O site de notícias do Open Future World apresentou, no ano passado, mais de 5 mil menções de mais de 1,5 mil organizações em 72 países. As classificações do Open Finance Global Rankings 2021 reconhecem as conquistas da indústria global e a liderança de pensamento, tanto das maiores marcas que definem a agenda quanto de organizações menores que se destacam por meio de uma grande liderança. A lista completa de organizações ranqueadas pode ser conferida em openfuture.world/open-finance-rankings-2021.
Fonte: BCB, em 07.01.2022.