Pesquisadores do Banco Mundial realizaram reunião com o Diretor Executivo Suplente da Abrapp, Rogério Tatulli, para recolher informações sobre os investimentos das entidades fechadas (EFPC) brasileiros em ativos florestais. Realizada na última quinta-feira, 30 de abril, em formato de videoconferência, a reunião teve a participação da Líder da Área de Finanças, Competitividade e Inovação Global do Banco Mundial, Fiona Stewart, e do Consultor e Especialista em Investimentos em Florestas, Clark Binkley.
“Fornecemos informações para um grande estudo que o Banco Mundial está preparando sobre os investimentos dos fundos de pensão ao redor do mundo em ativos florestais. Falamos sobre a regulação, os limites de investimentos e as aplicações de nossas associadas neste mercado”, comentou Tatulli, que também é Diretor Superintendente da Previ-Ericsson. A Abrapp se colocou à disposição para novas conversas e envio de informações complementares para a pesquisa, que deve ser finalizada nos próximos meses. Os representantes do Banco Mundial ficaram de disponibilizar os resultados e análises para as associadas da Abrapp.
Resiliência na crise - O Diretor da Abrapp ressalta a importância do levantamento para gerar maior discussão sobre o tema. Ele acredita que os investimentos em fundos de florestas cobram maior relevância em momentos de crise como o que vivemos atualmente. “São ativos bastante resilientes em momentos de crise. Faz bastante sentido aplicar uma parte dos recursos em fundos de florestas em função da maior diversificação e descorrelação com os mercados tradicionais de renda fixa e variável”, afirma Tatulli.
Ele mostra ainda que os ativos florestais não sofrem com a marcação a mercado e são bastante aderentes à meta atuarial, além de apresentarem perfil de longo prazo. Os investimentos florestais estão enquadrados na Resolução 4.661/2018 na categoria dos “estruturados”, com um sublimite de 15% dos Fundos de Investimentos em Participações (FIPs).
Segundo Consolidado da Abrapp, as associadas utilizam apenas 1,4% desse limite em aplicações em FIPs em geral. No caso da Previ-Ericsson, a entidade investe 6,6% de seu patrimônio em FIPs, dos quais 4 deles são fundos de ativos florestais.
Fonte: Abrapp em Foco, em 04.05.2020