Um descasamento cronológico de 29,05 dias entre o pagamento de custos rígidos e o recebimento de faturas está asfixiando o capital de giro dos hospitais privados no Brasil. Dados inéditos do Observatório Anahp 2026 apontam que o Prazo Médio de Recebimento (PMR) das operadoras saltou para 77,35 dias, fazendo a liquidez do setor retroceder aos piores momentos do pós-pandemia.
Recém-divulgado pela associação, o estudo expõe o paradoxo vivido pelo mercado em 2025: embora a eficiência operacional e a segurança assistencial estejam em patamares recordes, o fluxo de caixa sofre com um tensionamento comercial agudo. Com despesas fixas rígidas (como folha de pagamento e insumos), as instituições estão sendo forçadas a financiar a operação com capital próprio ou linhas de crédito caras, espremendo a margem EBITDA geral para 11,05%.
Fonte: XVI Finance, em 20.05.2026.