Os hospitais privados iniciaram 2026 ainda asfixiados pela mesma assimetria financeira que castigou o setor no ano passado. Dados inéditos do Observatório Anahp desta semana, referentes ao primeiro trimestre, revelam que o descompasso operacional de caixa se mantém em um patamar crítico de 25,46 dias. Na prática, a gestão hospitalar continua amargando um déficit de quase um mês no capital de giro, sendo forçada a financiar a própria operação comercial antes que os recursos dos planos de saúde efetivamente entrem na conta.
A nova parcial indica um cenário de alerta máximo contínuo, apesar de uma leve melhora estatística em relação ao fechamento consolidado de 2025. O hiato atual de 25,46 dias representa um recuo de 3,59 dias frente ao dramático descasamento de 29,05 dias registrado no balanço anterior. Essa variação foi puxada exclusivamente pelo encurtamento no Prazo Médio de Recebimento (PMR) das operadoras, que caiu do pico alarmante de 77,35 dias para 73,84 dias. Na outra ponta da corda, o tempo que os hospitais possuem para quitar as obrigações com fornecedores (PMP) continuou espremido, fixando-se em 48,38 dias.
Fonte: XVI Finance, em 09.07.2026.