Por Patrick Aron Rinski
Com a aceleração da digitalização devido à pandemia do novo coronavírus, o mercado está ainda mais vulnerável com os ataques virtuais. Isso se deve, principalmente, à adoção em larga escala de home office e maior uso de ferramentas e serviços online, – como videoconferências, ferramentas digitais, compras online, entre outros – que oferecem novas e mais oportunidades para ataques, nos quais os criminosos têm sido rápidos em explorar.
Segundo a Axur, por exemplo, os ataques via phishing cresceram 100% no Brasil, em 2020, em relação ao ano anterior. Trata-se de maneiras de enganar os usuários a passarem informações confidenciais, como senhas e detalhes de cartão de crédito.
Outro ataque comum é ransomware. Este golpe acontece quando um hacker sequestra o acesso a arquivos e exige resgate com pagamento em bitcoin. Segundo dados divulgados pela Kaspersky, empresa especializada em segurança digital, o Brasil é o país que mais sofreu este tipo de ataque em toda a América Latina. Dos mais de 5 mil golpes diários na região, 46,6% foram no país. O ransomware pode não apenas afetar a disponibilidade de sistemas, mas também resultar no vazamento de dados confidenciais. De acordo com a companhia, o prejuízo das empresas varia na casa dos US$ 700 mil dólares, considerando pagamento de resgate e danos à imagem e reputação.
Fonte: O Estado de S. Paulo, em 28.10.2021