Saúde digital, inteligência artificial, novos modelos de negócios e complexo industrial são algumas das tendências da saúde em 2024
Já estamos em abril e 2024 ainda promete ser um ano em que veremos grandes transformações na área da saúde. Avanços tecnológicos sendo colocados em prática, digitalização da saúde, inteligência artificial, novas abordagens terapêuticas e soluções na saúde suplementar e na saúde pública devem permear os próximos meses. As tendências da saúde em 2024 foram o tema do mais recente episódio de Futuro Explica.
A tecnologia foi o grande destaque de 2023 pelo seu potencial em todas as áreas, e, em 2024, será possível observar mais aplicações práticas em diversos sentidos: nos leitos de hospitais, nos centros cirúrgicos, no monitoramento de pacientes, no avanço das pesquisas, no desenvolvimento de moléculas e tratamentos e até mesmo na gestão das instituições. Mas a expectativa segue sendo na inteligência artificial (IA) que, neste ano, deve estar mais presente em projetos de saúde, como no gerenciamento dos cuidados, na detecção precoce de doenças e na automatização de funções – desafogando os profissionais da saúde em tarefas administrativas.
Outra das tendências notáveis ligadas à tecnologia é a descentralização dos cuidados médicos, evidenciada pelo surgimento de testes domiciliares que proporcionam resultados rápidos através de aplicativos. Assim, neste cenário, o paciente como principal ator de sua jornada de saúde, tendo acesso a mais informações e participando das decisões em conjunto com os profissionais de saúde.
Em relação à saúde suplementar, são esperados o crescimento do número de beneficiários e uma lenta e gradativa melhora dos planos, que sofreram com a sinistralidade nos últimos anos. Na saúde pública, um objetivo muito claro é o complexo econômico e industrial da saúde. Como tendência mais ampla, será possível ver cada vez mais soluções individualizadas baseadas na medicina de precisão. Isso deve se traduzir em diversas ações, como terapias gênicas, novas soluções imunoterápicas e terapias combinadas.
Fonte: Futuro da Saúde, em 02.04.2024