Por Renata Simon
Antes do COVID-19, ninguém questionava a afirmação de que a expectativa de vida das pessoas estava aumentando. Yuval Noah Harari, autor do best-seller internacional Sapiens, sustenta na sua obra Homo Deus, escrita em 2015, que é possível o ser humano atingir a imortalidade num futuro não muito distante. A pandemia veio na contramão desse pensamento ao apontar a fragilidade não só do sistema imunológico do ser humano, como do sistema público de saúde de todo o mundo.
Além dos efeitos diretos desse vírus, a humanidade sofrerá por décadas os seus efeitos colaterais. Um estudo recente feito nos Estados Unidos[1] aponta que o aumento do desemprego gerado pela crise deve diminuir a expectativa de vida do ser humano e aumentar as taxas de mortalidades, efeitos que serão sentidos nos próximos 15 a 20 anos. O estudo sustenta que a redução do acesso à planos de saúde privados, diminuição da realização de exames preventivos e o aumento de doenças mentais são alguns dos fatores que contribuirão para o triste cenário.
Fonte: O Estado de S. Paulo, em 05.05.2021