
A crescente complexidade da previdência complementar tem colocado a gestão de riscos no centro das decisões estratégicas das entidades. Em um ambiente marcado por incertezas econômicas, mudanças regulatórias e transformações sociais, não basta mais tratar o risco apenas como um mecanismo de controle ou conformidade.
O desafio atual está em desenvolver uma cultura de gestão de riscos que vá além dos processos formais e esteja efetivamente integrada à governança e à tomada de decisão. Isso significa considerar os riscos de forma estruturada, contínua e alinhada aos objetivos de longo prazo.
Nesse contexto, a gestão de riscos passa a desempenhar um papel essencial não apenas na prevenção de perdas, mas também na melhoria da qualidade das decisões e no fortalecimento da sustentabilidade das entidades. A incorporação de novos fatores, como inovação tecnológica e aspectos ambientais, sociais e de governança, amplia ainda mais esse desafio e exige uma abordagem mais abrangente e dinâmica.
Mais do que uma exigência regulatória, a gestão de riscos se consolida como instrumento fundamental para garantir a resiliência, a confiança e a capacidade de adaptação da previdência complementar frente às mudanças do cenário atual.
Este tema é aprofundado no artigo “Cultura de gestão de riscos: inovação e sustentabilidade”, que integra a obra Previdência Complementar: O Papel Transformador na Inclusão e Proteção Social: Tendências, Desafios e Oportunidades – acesse aqui.
*Germana Vogt é Coordenadora do Grupo de Estudos de Previdência Complementar da CESPC (Comissão Especial de Seguros e Previdência Complementar) da OAB/RS e atua como Risk Officer na Quanta Previdência.
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Fonte: Abrapp em Foco, em 07.04.2026.