
Celebrado em 23 de fevereiro, o Dia Internacional da Ética é um convite à reflexão sobre os valores que guiam nossas ações na sociedade, no âmbito pessoal e, fundamentalmente, no ambiente profissional. O termo, derivado do grego ethos, remete ao caráter e ao modo de ser, consolidando-se como o conjunto de princípios que norteiam a conduta humana.
No Índice de Percepção da Corrupção 2025, divulgado pela “Transparência Internacional”, o Brasil obteve 35 pontos, ocupando a 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados. O resultado mantém o país em um patamar historicamente baixo, reforçando uma trajetória marcada por fragilidade institucional, baixa efetividade dos mecanismos de integridade e dificuldades persistentes de controle da corrupção no setor público. Em comparação com sua própria série histórica, o país não apresenta recuperação consistente desde os piores resultados registrados na última década.
Em um país que ainda enfrenta desafios estruturais de integridade, falar de ética deixa de ser uma opção para se tornar um investimento em sustentabilidade.
No sistema fechado de previdência complementar, a integridade constitui alicerce essencial da sua finalidade primordial: assegurar proteção previdenciária sustentável aos participantes e assistidos. Nesse contexto, a atuação dos dirigentes e conselheiros das entidades fechadas exige observância rigorosa do dever fiduciário, que impõe lealdade, diligência, prudência e atuação sempre orientada pelo melhor interesse dos beneficiários e pela solidez dos planos administrados. A confiança depositada no sistema demanda decisões transparentes, gestão responsável de riscos e estrita conformidade com as normas regulatórias e com os princípios da boa governança.
Nesse cenário, a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) desempenha papel fundamental como entidade representativa do setor, promovendo boas práticas, capacitação técnica, autorregulação e fortalecimento institucional das EFPC. Ao fomentar padrões elevados de conduta e estimular a cultura de integridade, a Abrapp contribui para a credibilidade, estabilidade e perenidade do sistema.
Um dos grandes diferenciais da Abrapp nesse tema é a atuação do seu Comitê de Ética. Este órgão estatutário é o responsável por zelar pelo cumprimento das normas de conduta e promover a cultura ética em todo o sistema. O Comitê trabalha para que os princípios de honestidade, transparência, responsabilidade, integridade e comprometimento sejam praticados por conselheiros, diretores e colaboradores das entidades associadas.
Para salvaguardar a prática desses princípios, o Comitê de Ética criou o Código de Ética do Sistema Abrapp, aprovado pelo Conselho Deliberativo, que define diretrizes claras para uma atuação íntegra, ética e transparente, incluindo orientações para a prevenção de conflitos de interesse, o combate à corrupção e a proteção do sigilo das informações estratégicas.
Spoiler: Capacitação em Vista
Como parte do esforço contínuo de difusão da cultura de integridade, o Comitê de Ética, em conjunto com a UniAbrapp e com a equipe da Abrapp está desenvolvendo um treinamento exclusivo sobre o Código de Ética do Sistema Abrapp, que será divulgado a todos os colaboradores, diretores, conselheiros, membros de comissões e parceiros de negócio. O objetivo desse programa é fortalecer ainda mais a capacitação dos profissionais do setor, reforçando o compromisso das entidades fechadas com as melhores práticas de governança e conduta do mercado.
Para marcar este 23 de fevereiro, celebramos a ética construída no dia a dia da Abrapp e de suas associadas, reafirmando nossa missão de proteger o futuro dos participantes e assistidos com integridade, transparência e responsabilidade.
*Érika Cassinelli Palma é Diretora-Presidente da OABPrev-SP e membro do Comitê de Ética da Abrapp e Mauro Figueira é Diretor-Presidente da Vexty e coordenador do Comitê de Ética da Abrapp
Clique aqui para saber mais sobre o Código de Ética do Sistema Abrapp
Fonte: Abrapp em Foco, em 20.02.2026.