Por Alexandre Sammogini
Em artigo do Financial Times (FT) publicado no Valor Econômico desta quinta-feira, 7 de janeiro, o editor Robin Harding defende um novo modelo para os fundos de previdência no mundo. O novo modelo seria baseado no licenciamento de planos de previdência que estariam abertos à adesão de trabalhadores de quaisquer empresas.
O modelo apresentado pelo editor é bastante próximo ao que é defendido pela Abrapp. “Defendemos a ideia do Plano Instituído Corporativo. Através dele, os setores empresariais teriam planos, no modelo CD, que viabilizariam as adesões individualmente. As empresas não seriam patrocinadoras, mas poderiam fazer aportes esporádicos. Vislumbro um grande potencial para o fomento da previdência complementar fechada”, diz Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp.
O artigo do FT aponta que os planos atuais de aposentadoria baseados no empregador estão desatualizados. Cada vez que as pessoas mudam de emprego, entram em novos planos de previdência; planos pequenos têm custos fixos elevados. Existem economias de escala: quanto menores e mais numerosos os esquemas, mais se desperdiça e mais difícil é fazer investimentos sofisticados”, diz trecho do artigo.
O autor defende a seguinte estrutura: o governo autorizaria o funcionamento de um número pequeno de planos de previdência sem fins lucrativos, nos quais, os empregadores podem decidir o valor de suas contribuições. “O plano decidiria como investir o dinheiro, sujeito às regulamentações, e os funcionários não poderiam sacar os recursos até se aposentar”, aponta o texto.
No modelo de contribuição definida (CD), os planos se tornariam grandes rapidamente e, com isso, ganhariam economia de escala, custos mais baixos e recursos para lidar com investimentos sofisticados. Trata-se de uma estrutura de investimento de baixo custo e longo prazo.
Fonte: Abrapp em Foco, em 07.01.2021