Por Jorge Wahl
Nilton Molina, Presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon, chamou a atenção para alguns dos impactos da longevidade, na apresentação especial sobre as “Tendências em Longevidade e seus Impactos Sociais e Econômicos”. Alertou que hoje o pacto intergeracional funciona cada vez menos, uma vez que, com a queda da natalidade e a maior expectativa de vida traz inevitavelmente a pergunta sobre quem irá pagar a aposentadoria se menos trabalhadores contribuem para um contingente de aposentados que vivem cada vez mais.
A isso se junta o fato de que a imagem associada à idade mudou radicalmente, acabando por liquidar com a legitimidade do pacto intergeracional. “A forma como as pessoas de 60 anos se percebem hoje não têm mais nada a ver com o passado”, disse Molina, notando que o sexagenário de hoje se percebe como mais jovem.
Molina expôs em seguida os vários projetos que estão sendo desenvolvidos pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, entre eles uma proposta de um novo regime de trabalho para o idoso e um índice que mede as melhores cidades para o idoso viver.
Terry Clark, Vice-presidente da United Health, também expositor, defendeu um melhor entendimento por parte do público do funcionamento dos planos de saúde. Larry Flanagan, CEO da AARP Services Inc., esclareceu que, ao contrário da AARP, organização sem fins lucrativos com 28 milhões de membros e da qual é um dos braços, trabalha visando lucro, para atender demandas importantes desse público. Exemplo disso é a oferta de seguros de automóvel quando o motorista tem 80 anos ou mais. Uma das áreas mais recentemente desenvolvida é a da saúde auditiva. Mas há também serviços financeiros.
Fonte: Acontece, em 04.10.2017.