A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) convidou, na última quinta-feira, 15 de março, representantes dos médicos e das operadoras de planos de saúde para uma reunião de estudos de novas formas de pagamentos aos prestadores na saúde suplementar. Representaram a Associação Paulista de Medicina (APM) os diretores de Defesa Profissional, Marun David Cury e João Sobreira de Moura Neto.
A pauta destaque do encontro foi o modelo DRG (sigla em inglês para Grupo de Diagnósticos Relacionados). Conforme relatou Marun Cury, as justificativas apresentadas para utilização dessa modalidade foram a redução do desperdício assistencial, de internações e reinternações, o aumento da qualidade do atendimento e a melhora na produtividade hospitalar. “Nos parece que esse modelo beneficiará apenas hospitais privados e operadoras”, explica o diretor da APM.
Também foi discutida a formação de uma câmara arbitral para administrar os conflitos entre operadoras e prestadores. Na avaliação de Marun, a ideia pode ser boa, mas depende da vontade das operadoras de sentarem para discutir remuneração justa e outros aspectos da valorização do trabalho médico.
“O DRG é uma forma de pagamento baseada em um grupo de pessoas com uma determinada doença. Ainda não temos nada aprovado para funcionar como um modelo de pagamento oficial. De qualquer forma, acreditamos que a ANS está enxergando muito a face econômica e deixando de lado a questão do paciente, dos médicos e dos demais profissionais de saúde”, avalia João Sobreira.
Fonte: APM, em 22.03.2018.