A lenta recuperação dos serviços, a fraqueza do mercado de trabalho e a percepção de deterioração das contas públicas preocupam
A grande incógnita em relação ao PIB está mesmo no último trimestre, quando ainda haverá um grande caminho para a retomada do patamar pré-pandemia, diz Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, no boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal das expectativas econômicas feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg. “A produção industrial veio mais alta do que se esperava, sendo ela um motor para a retomada, mas ainda numa base deprimida desde 2014, mas o câmbio valorizado pode ter ajudado neste desempenho melhor”, cita.
Para Simões, não há garantias de que o ritmo da recuperação se mantenha. A possibilidade de o auxílio emergencial ser estendido até dezembro, uma atenuação das tensões políticas e os efeitos defasados do corte de juros na economia real são fatores positivos para o segundo semestre. “A lenta recuperação dos serviços, a fraqueza do mercado de trabalho e a percepção de deterioração das contas públicas preocupam”, comenta Simões com o blog Sonho Seguro
Para o economista da CNseg, o quarto trimestre trará uma visão mais clara para o crescimento do PIB, quando realmente haverá uma decisão do governo sobre os estímulos dados com o auxílio emergencial. “Por quanto temos as ondas de otimismo, mas só no final do ano vai entender mais qual vai ser o ritmo do crescimento do Brasil”, opina.
Fonte: Sonho Seguro/CNseg, em 10.08.2020