Pesquisa liderada pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon traça o perfil desses profissionais em 15 países
No Brasil, 32% da força de trabalho é composta por profissionais autônomos, na maioria (62%) homens, com uma renda média anual inferior a R$ 25 mil. Destes, apenas 21% estão confiantes que terão uma aposentadoria confortável, enquanto 31% acreditam que só se aposentarão depois dos 65 anos ou nunca se aposentarão. Estas são algumas das informações apontadas pela pesquisa global “O Preparo para a Aposentadoria na Nova Era do Trabalho Autônomo”, uma parceria do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon (Brasil), Centro para a Longevidade e Aposentadoria da Aegon (Holanda) e Centro de Estudos para a Aposentadoria da Transamerica (EUA).
Mas, apesar dessa consciência do autônomo brasileiro de que a aposentadoria tardará ou nunca virá, apenas 8% alegaram ter um plano formal de aposentadoria, contra 13% da média global, ainda que 77% dos entrevistados brasileiros possuam um bom nível de consciência da necessidade de planejar para a aposentadoria.
A pesquisa traçou o perfil do trabalhador autônomo de 15 países, incluindo o Brasil, cujo número de profissionais autônomos, na comparação com trabalhadores assalariados, é proporcionalmente maior que a média mundial. “Entendemos que este é um reflexo também do alto desemprego no país, que atingiu 12,6% na virada do ano, e do alto custo para o empregador devido aos encargos incidentes sobre a folha de pagamento”, comenta Leandro Palmeira, superintendente do Grupo Mongeral Aegon e representante do grupo de pesquisa no Brasil.
Planos de contribuição definida que contam com incentivo fiscal, como o PGBL e VGBL, poderiam ser excelentes opções de economia de longo prazo, mas sua existência a relativamente pouco tempo (20 anos) e o baixo nível de renda média do profissional autônomo brasileiro ajudam a explicar a ainda baixa penetração, apesar de uma elevada taxa de crescimento do mercado.
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Fonte: CNseg, em 23.05.2017.