Com um público superior a 300 dirigentes e profissionais de entidades, o 9º Encontro da Previdência Complementar da Região Sul foi aberto ontem, o primeiro de dois dias de trabalhos, em Porto Alegre, promovido pela Tchê Previdência. A previdência complementar fechada mais uma vez mostrou a sua força, através de um evento onde está sendo possível expor, debater e analisar com muita profundidade o impacto das novas tecnologias e a renovação que tornará os planos mais atraentes aos olhos das novas gerações, abrindo assim espaço para o fomento de nosso sistema.
“A Tchê Previdência, ao realizar um evento de tal qualidade, deixa ainda mais evidente a importância da sua contribuição para esse fomento”, resume o Vice-presidente da Ancep, Evenilson de Jesus Balzer, que representou a nossa associação no 9º Encontro, juntamente com o nosso Diretor Regional Sul, Valdemar Spanholi.
Balzer e Spanholi chamaram a atenção também para a ampla divulgação feita do 12º CONANCEP no evento na capital gaúcha. Houve não apenas a leitura de um convite à participação em nosso Congresso em Recife, feita pelo mestre de cerimônias, como o folder de nosso evento foi incluído entre os demais materiais entregues ao público presente.
O Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Marcondes Martins, participou do painel Mudanças de Mercado e Novos Produtos da Previdência Complementar realizado no primeiro dia do evento. “Temos de oferecer um produto mais simples, com uma linguagem fácil, caso contrário as novas gerações não irão aderir aos planos de previdência”, disse o Diretor Presidente. Em seguida, apresentou o projeto elaborado pela Abrapp do Prev-Sonho, que traz a proposta de utilização de parte das reservas capitalizadas, em forma de renda antecipada, para realização de um “sonho” como por exemplo, de estudar no exterior ou de realização de um curso de pós-graduação.
Luís Ricardo abordou ainda a proposta defendida pela Abrapp de criação de um fundo setorial para todo o sistema que permita a adesão de familiares de participantes até terceiro grau. “Se o projeto for aprovado pelos órgãos reguladores, iremos triplicar o número de participantes de todo o sistema”, comentou. Ele ainda ressaltou os casos bem-sucedidos de planos voltados para familiares, citando exemplos da Fundação Copel e da Fundação CEEE, entre outras.
No mesmo painel, Glewerson Caron, Assessor da Diretoria Executiva da Fundação Copel, falou sobre o aplicativo de dispositivos móveis oferecido aos participantes para facilitar o acesso às funções e informações dos planos de benefícios da entidade. O profissional abordou ainda o case do Plano Família, que tem superado todas as expectativas de adesão.
Se todas as entidades fechadas do país pudessem oferecer um plano para os familiares, em 3 meses teríamos mais 450 mil participantes no sistema”, disse Glewerson. Ele defendeu ainda a proposta do Fundo Setorial da Abrapp como forma de permitir que todas as entidades do sistema, mesmo aquelas de menor porte e com menor infraestrutura, possam abrir o acesso dos familiares dos participantes aos planos.
Fonte: ANCEP Notícias, em 10.05.2018.