E-mails e outros serviços da Anbima estão instáveis devido a incidente na Microsoft
O envio e recebimento de e-mails da Anbima, assim como outros serviços, estão instáveis desde as 16h33 desta quinta-feira (22) devido a um incidente na plataforma Microsoft, que ainda não foi resolvido.
Por esse motivo, pode haver atrasos na divulgação de preços indicativos e índices da Anbima.
Quando houver novidades, informaremos por esse canal. Eventuais dúvidas podem ser respondidas no telefone (21) 99189-8357.
Ofertas no mercado de capitais atingem R$ 838,8 bilhões e batem recorde em 2025
Debêntures, notas comerciais, CRAs e FIIs também chegam a patamares inéditos, segundo dados da Anbima
As ofertas no mercado de capitais chegaram ao valor recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, com crescimento de 6,4% ante o ano anterior, que detinha a marca de maior volume até então, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
O recorde foi puxado pelo desempenho do último trimestre, que correspondeu a 37,1% do montante total, com destaque para dezembro, com o maior volume mensal (R$ 116,1 bilhões) da série histórica, iniciada em 2012.
+ Confira todos os resultados no Boletim de Mercado de Capitais
“Na nossa avaliação, esse resultado se deve às condições favoráveis de mercado e às discussões sobre tributação, o que levou muitas companhias a anteciparem captações. Olhando para frente, temos boas expectativas para 2026, mas haverá a volatilidade natural de um ano eleitoral e temos todo um cenário externo que deve ser observado”, afirma Cesar Mindof, diretor da Anbima.
TÍTULOS DE DÍVIDA
Na análise por instrumento, as debêntures lideraram, com R$ 492,8 bilhões em ofertas, superando em 4,0% o volume contabilizado em 2024 e todos os anos anteriores. Os recursos captados foram direcionados principalmente para infraestrutura (35,0%) e pagamento de dívidas (26,2%). Os papéis com incentivo fiscal pela Lei 12.431 também bateram recorde no período (R$ 178,0 bilhões).
Ao todo, 26 setores se financiaram via debêntures em 2025. Energia elétrica aparece à frente com R$ 119,8 bilhões captados, seguido por transportes e logística (R$ 88,3 bilhões), financeiro (R$ 79,5 bilhões) e saneamento (R$ 44,5 bilhões).
No mercado secundário, o valor negociado de debêntures (com e sem benefício fiscal) cresceu 33,9% e atingiu o montante recorde de R$ 947,4 bilhões, o que já corresponde a quase o dobro do volume de ofertas no primário, evidenciando a maturidade do produto.
As notas comerciais também chegaram a um valor anual inédito, somando R$ 51,8 bilhões e com expansão de 18,9% na comparação com 2024.
SECURITIZAÇÃO
Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) registraram a maior captação entre os títulos de securitização, com os R$ 90,8 bilhões representando um aumento de 9,5% em relação ao ano anterior. “Com mais de mil operações no ano, o instrumento respondeu por 42% da quantidade de ofertas de renda fixa em 2025, o que evidencia seu papel estratégico dentro do mercado de capitais como alternativa de financiamento para empresas de vários portes”, destaca Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.
Os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), por sua vez, totalizaram o valor recorde de R$ 46,2 bilhões no período, com aumento de 11,1%. Já os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) somaram R$ 49,0 bilhões, com redução de 20,2% nesse comparativo.
HÍBRIDOS
Os FIIs (Fundos de Investimento Imobiliários) somaram R$ 79,2 bilhões em emissões, o maior patamar da série histórica, com um salto de 77,2% no confronto anual e com destaque para os valores captados em novembro (R$ 13,8 bilhões) e em dezembro (R$ 23,8 bilhões).
Considerando todo o montante que as pessoas físicas investiram em 2025 em ofertas públicas (R$ 81,0 bilhões) dos mais diversos instrumentos do mercado de capitais, a maior parte foi direcionada para esses fundos (27,6%).
Ainda entre os híbridos, os Fiagros fecharam o ano com R$ 6,4 bilhões em ofertas, com alta de 31,3% na comparação com 2024.
MERCADO EXTERNO
As emissões de renda fixa no mercado externo atingiram US$ 31,6 bilhões em 2025 e registraram o maior volume desde 2014, com as empresas respondendo pela maior fatia (61,6%). Na análise do perfil dos prazos, os papéis com vencimento de 6 a 10 anos tiveram a maior participação (40,8%), com aqueles com vencimento em até 5 anos aparecendo em seguida (29,2%).
Anbima marca presença no Fórum Econômico Mundial em Davos
Primeira participação da associação no evento aconteceu em parceria com a
World Climate Foundation, reforçando nosso compromisso com a agenda global de sustentabilidade

Nesta semana participamos, pela primeira vez, do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que anualmente reúne governantes, líderes empresariais e representantes da academia e da sociedade civil para discussões sobre os grandes temas globais da atualidade. Em parceria com a World Climate Foundation, a associação levou a voz do mercado de capitais brasileiro para essas discussões, fortalecendo sua atuação internacional – especialmente no debate sobre finanças sustentáveis.
Em um ano marcado por intensos debates sobre inovação e geopolítica, temas como inteligência artificial, computação quântica, tokenização de ativos, stablecoins e outros avanços tecnológicos dominaram a agenda do Fórum. Os holofotes também estavam apontados para as discussões sobre os rumos da economia global diante do cenário político internacional, fortemente influenciado pelo retorno de Donald Trump ao centro do debate.
Esse pano de fundo de transformação tecnológica acelerada, somada a incertezas políticas, trouxe para o primeiro plano questões de liderança e governança que impactam diretamente empresas, investidores e reguladores, preparando o terreno para conversas mais pragmáticas sobre como decidir e executar em ambientes de alta volatilidade.
Nesse contexto, ao longo do evento ampliamos o diálogo em torno das agendas estratégicas do mercado de capitais e reforçamos conexões com lideranças globais. Um dos destaques foi a participação da Anbima em uma mesa redonda de CEOs sobre os desafios de liderar empresas e organizações em um cenário marcado por elevada incerteza.
O encontro reuniu cerca de 20 CEOs de vários países e setores, entre eles nosso diretor-executivo, Zeca Doherty – o único entre os CEOs presentes representante de um país emergente.
“O debate permitiu que CEOs das mais variadas regiões e atividades dividissem suas visões sobre a tarefa de liderar em um mundo com grandes instabilidades geopolíticas, sociais e jurídicas. Aproveitamos esse fórum para mostrar que a experiência de liderar em um país como o Brasil, habituado a conviver com cenários incertos, pode servir de referência para líderes do mundo todo”, afirma nosso diretor-executivo.
Apesar das diferenças de contexto e mercado, os CEOs compartilham desafios comuns, como equilibrar as pressões vindas do topo (por exemplo, de acionistas e conselhos), ao mesmo tempo em que precisam administrar as expectativas internas das equipes em um cenário de incertezas e de mudanças rápidas. “E, no meio disso tudo, os CEOs ainda precisam identificar boas oportunidades para suas empresas e organizações. É um momento bastante complexo”, completa.
Desenvolvimento sustentável
Em parceria com a World Climate Foundation, durante o Fórum Econômico Mundial deste ano também promovemos um painel para tratar de temas relacionados à agenda de desenvolvimento sustentável Realizado na Brazil House, espaço dedicado a temáticas de interesse do país em Davos, o painel “Navegando no futuro das finanças: mercados, investimentos e crescimento sustentável” explorou como as empresas e as instituições financeiras podem direcionar investimentos resilientes e inovadores em um ambiente de transformações aceleradas.
Pela Anbima, participaram do painel Doherty como moderador e Cacá Takahashi, nosso diretor e líder da Rede ANBIMA de Sustentabilidade, como debatedor. O painel se aprofundou nos desafios regulatórios que precisam ser superados para se garantir que a agenda ESG alcance a confiança de longo prazo dos investidores. Também tratou das principais tendências que estão guiando os fluxos de capital, além das oportunidades e desafios da inserção das finanças sustentáveis e dos aspectos ESG nas tomadas de decisão.
“Mostramos de que forma as tendências globais para os fluxos de capital, entre elas a transição energética, estão influenciando os mercados no Brasil e na América Latina. Também falamos de como esse cenário se relaciona com as prioridades de regulação e autorregulação no Brasil e da atuação da Anbima para alinhar nosso mercado às melhores práticas globais em ESG e investimentos sustentáveis”, resume Takahashi.
Conexão e experiências
Em mais uma iniciativa realizada durante o Fórum Econômico Mundial, e novamente em parceria com a World Climate Foundation, promovemos um jantar de relacionamento com executivos de grandes empresas globais e instituições financeiras. O encontro teve como objetivo criar um ambiente propício ao compartilhamento de experiências, visões e tendências para a definição de prioridades para 2026. Além de fortalecer o relacionamento e estabelecer conexões com lideranças internacionais, o evento também foi uma oportunidade para apresentar a ANBIMA, suas atividades e compromissos a uma plateia seleta.
“Nossa intenção foi estreitar laços e construir parcerias em torno de ações que acelerem resultados. É um objetivo alinhado com o nosso papel de criar pontes que destravem valor para a economia real e para os investidores, ao mesmo tempo em que elevamos o padrão de práticas do nosso mercado”, afirma Doherty, ressaltando a importância de a Anbima estar junto da World Climate Foundation nesse tipo de evento da agenda de finanças sustentáveis.
“A agenda da Anbima é de desenvolvimento e consolidação do mercado. Nos últimos anos, ela incorporou um novo componente, que é a sustentabilidade. As finanças sustentáveis ganharam urgência não por modismo, mas pela constatação de que o mundo precisa de uma economia de baixo carbono”, finaliza.
Fonte: Anbima, em 22.01.2026.