O mês de abril foi marcado por um cenário de maior pressão nos mercados financeiros. O agravamento do conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e pressionou os combustíveis no Brasil, contribuindo para o avanço da inflação. Com isso, o IPCA-15 fechou o mês em 0,89%, quase o dobro do registrado em março. Mesmo nesse ambiente mais desafiador, os planos administrados pelo Instituto apresentaram resultados acima da inflação e do CDI, que registrou 1,09% no período.
No Sebraeprev, o perfil Arrojado registrou rentabilidade de 1,50% no mês, seguido pelo Moderado, com 1,33%, e pelo Conservador, com 1,20%. Entre os demais planos, o Valor Previdência apresentou retorno de 1,35%, enquanto o Valor Empresarial registrou 1,19%.
O principal destaque para os resultados foi o desempenho da renda fixa, favorecida pela manutenção da taxa Selic em 14,75% ao ano durante grande parte do período.
Os resultados seguem consistentes também em um horizonte mais amplo. Nos últimos 12 meses, o perfil Arrojado acumula rentabilidade de 15,02%, enquanto o Conservador registra 14,12% e o Moderado 14,08%. No mesmo período, o Valor Previdência acumula 14,29% e o Valor Empresarial 14,11%.
Com o IPCA-15 acumulado em 12 meses em 4,37%, todos os planos e perfis mantiveram crescimento acima da inflação, garantindo ganho real para os participantes.
O desempenho de longo prazo também reforça a consistência da estratégia de investimentos do Instituto. Desde março de 2020, início da pandemia, o perfil Arrojado acumula 84,42% de rentabilidade, o Conservador 80,92%, o Moderado 80,33% e o Valor Previdência 79,72%, todos acima do CDI acumulado no período, de 78,84%.
Considerando a inflação acumulada desde o início da pandemia, estimada em cerca de 44%, os resultados reforçam a capacidade dos planos de preservar e ampliar o patrimônio dos participantes no longo prazo.

* IPCA desde mar/2020 estimado em ~44%. Benchmark: 85% CDI + 15% x (IPCA-15 + 5,5% a.a.). Valor Empresarial sem dados desde a pandemia.
ANÁLISE DO CENÁRIO ECONÔMICO
Abril foi dominado pelo conflito no Oriente Médio. O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz em resposta à ofensiva de EUA e Israel, cortando parte relevante do fluxo global de petróleo. O Brent subiu acima de US$ 100, com picos próximos de US$ 120 em alguns pregões. O reflexo chegou rápido: combustíveis e alimentos ficaram mais caros no mundo todo, pressionando as expectativas de inflação e afastando apostas em cortes de juros nos países desenvolvidos. Na primeira quinzena, uma trégua nas negociações de cessar-fogo trouxe alívio: o Ibovespa bateu recordes históricos próximos de 195 mil pontos e o dólar caiu brevemente abaixo de R$ 5,00. Na segunda quinzena, novas escaladas reverteram parte desses movimentos.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros inalterados. As bolsas americanas fecharam o mês em alta expressiva: o S&P 500 avançou 9,3% e o Nasdaq 14,5%, puxados pelos resultados trimestrais fortes do setor de tecnologia. A Kinea aponta que o principal gargalo da inteligência artificial migrou do desenvolvimento de modelos para a infraestrutura física (energia, data centers e semicondutores), o que impulsionou esse segmento durante o período. O mercado praticamente descartou cortes de juros nos EUA para o restante de 2026.
Na Europa e na Ásia, o custo de energia mais alto pesou sobre o crescimento. Dados de atividade de abril já mostravam enfraquecimento do sentimento empresarial nas regiões mais dependentes do petróleo do Golfo. A China manteve estímulos econômicos, sustentando a demanda por commodities e beneficiando exportadores como o Brasil. Entre os emergentes, o Brasil atraiu o maior fluxo acumulado de capital estrangeiro no ano dos últimos 10 anos: mais de R$ 3,2 bilhões de entrada líquida só em abril, segundo dados da Occam.
Em 29 de abril, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. A decisão foi unânime, mas o comunicado foi de cautela: o BC revisou sua projeção de IPCA 2026 para 4,6%, acima do teto da meta de 4,5%. O Boletim Focus chegou a 4,86%. Com o IPCA-15 de abril em 0,89% (puxado por gasolina, diesel, cenoura, cebola e leite) e a inflação acumulada em 12 meses em 4,37%, os próximos cortes ficaram condicionados à evolução do conflito. Para os planos do Sebrae Prev, o ambiente de juros ainda elevados e de títulos indexados à inflação em carteira segue favorável à entrega de ganho real.
Fonte: Sebrae Prev, em 08.05.2026.