Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de -0,32%. Esse recuo no índice oficial de inflação foi motivado, substancialmente, pelo repasse do "Bônus de Itaipu" (resultado financeiro positivo da comercialização da energia da usina no ano anterior), que reduziu de forma temporária o valor das faturas de energia elétrica em todo o país.
Conforme abordado em nossas comunicações anteriores, a dinâmica do IPCA afeta diretamente a rentabilidade nominal da maior parte dos títulos que compõem a carteira da Forluz. Em meses de inflação negativa, é natural que o rendimento aparente do portfólio seja menor, uma vez que a parcela de atualização monetária dos ativos acompanha essa queda.
Contudo, é fundamental destacar que um rendimento nominal menor em meses de deflação não representa perda de valor dos investimentos. Pelo contrário: o poder de compra real segue integralmente protegido.
Nesse sentido, o Plano A apresentou rentabilidade de 0,64% em agosto, acumulando 7,91% no ano e 11,93% nos últimos 12 meses. O Plano B registrou retorno de 0,58% no mês, com acumulado de 7,15% no ano e 11,10% em 12 meses. Já o Plano Taesaprev alcançou rentabilidade de 0,91%, acumulando 8,11% no ano e 13,23% nos últimos 12 meses.
Em relação aos acontecimentos que marcaram o cenário internacional, o agravamento das tensões no Oriente Médio mantiveram os preços das commodities energéticas (como o petróleo) sob forte pressão. Esse quadro adiciona riscos às projeções de inflação global, sustentando a volatilidade dos mercados e obrigando os Bancos Centrais de todo o mundo a manterem as taxas básicas de juros em patamares restritivos.
No contexto doméstico, embora a deflação de agosto tenha trazido um alívio momentâneo, as preocupações dos agentes econômicos persistem quanto aos sinais de alerta no âmbito das contas públicas. Dados publicados pelo Banco Central do Brasil indicam que a dívida bruta do governo avança de forma acelerada, aproximando-se da marca de R$ 11 trilhões (o equivalente a 82,5% do PIB). Essa trajetória de endividamento crescente contribui para a manutenção da Taxa Selic em patamar elevado e, como consequência, faz com que o custo para rolar a própria dívida aumente, criando uma espécie de “efeito bola de neve", que reduz a parcela de recursos destinados a investimentos em setores vitais para o país.
Como saldo do período, o mês combinou a persistência das tensões no ambiente internacional com o aumento dos alertas fiscais na economia brasileira. Embora a deflação tenha trazido um alívio pontual no curto prazo, o cenário continua exigindo cautela.
A seguir, são apresentados os resultados completos por plano e perfil de investimento. Para mais informações, consulte o Boletim Mensal da Forluz, elaborado pela equipe técnica da Entidade.
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PLANOS |
Rentabilidade |
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Plano A |
0,64% |
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Plano B |
0,58% |
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Taesaprev |
0,91% |
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PERFIS/Rentabilidades |
Plano B |
Taesaprev |
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Ultra |
0,57% |
0,94% |
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Conservador |
0,64% |
0,98% |
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Moderado |
0,55% |
0,88% |
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Agressivo |
0,39% |
0,68% |
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Vitalício |
0,50% |
Para acessar o Boletim Mensal do Plano A, clique aqui.
Para acessar o Boletim Mensal do Plano B, clique aqui.
Para acessar o Boletim Mensal do Plano Taesaprev, clique aqui.
Fonte: Forluz, em 11.09.2026.