Por Antonio Penteado Mendonça
O Natal passou, o ano novo começou, então é bola pra frente. É hora de entrar em campo com vontade de ganhar, de ser campeão, de não deixar o feio e o ruim atrapalharem a caminhada rumo ao título.
Nenhum campeonato é fácil e a coisa fica muito mais complicada quando o campeonato é o jogo da vida, a estrada entre o nascimento e a morte, que cada um percorre do seu jeito, porque cada um é de um jeito.
Não há duas pessoas iguais. Nem gêmeos univitelinos. Cada um tem suas qualidades e seus defeitos, suas manias, suas manhas, que nos fazem únicos e nos habilitam a tocar em frente. O que nós podemos fazer é nos ajudarmos, e fazer isso implica em acreditar em nós mesmos.
Então, 2017 já começou, é hora de acreditarmos. Hora de levantar da cama, se vestir, tomar café e sair pra luta, que não será fácil, mas que tem tudo para acabar bem.
Pode mais quem chora menos. A crise está aí, muita gente perdeu o emprego, muita gente não terá o mesmo emprego de novo, mas conversando com um grande amigo, que é das pessoas mais bem informadas do país, ele me disse que grandes grupos de investidores internacionais têm mais de 30 bilhões de dólares para serem investidos no Brasil. O ritmo deste investimento vai depender de nossa capacidade de fazer a lição de casa e sair do enrosco em que nos metemos.
Ninguém tem grandes esperanças para o primeiro semestre, mas o segundo pode começar a mostrar sinais de recuperação. São estes sinais que os investidores estão aguardando para determinar a velocidade dos investimentos.
A capacidade de resiliência do país é internacionalmente reconhecida e admirada. Isto quer dizer que, ainda que 2017 pegue pesado e as coisas não saiam como poderiam sair, o Brasil tem margem para aguentar mais um pouco e acertar o rumo, permitindo que esta montanha de dinheiro chegue e apresse a retomada.
O Governo está tomando pancada em cima de pancada no campo político e nas investigações sobre a corrupção estarrecedora que vai mostrando um quadro muito mais complexo do que se imaginava.
Mas, no campo econômico, tudo o que foi prometido está sendo feito. O limite do teto, a reforma da previdência, a reforma das estatais, do pré-sal, do ensino médio, a renegociação das dívidas dos estados estão avançando nos prazos estipulados.
É importante que estas ações ganhem visibilidade. Com certeza, são a melhor vitamina para refazer a confiança do brasileiro na capacidade de recuperação do país.
Para quem está na linha de frente no setor de seguros, o cenário é difícil, mas as dificuldades estão longe de serem intransponíveis. Entre as várias atividades econômicas, o setor de seguros manteve índice de desempenho acima da média.
De outro lado, em 2017, a estimativa é que as reservas se aproximarão de um trilhão de reais, colocando o setor como um dos principais geradores de reservas de longo prazo, indispensáveis para o financiamento das obras de infraestrutura necessárias para a retomada do crescimento.
Para seguradores, corretores e prestadores de serviços o ano não será fácil. Exigirá competência, profissionalismo, confiança e parceria. Quem tiver capacidade para montar a equação pode ter um ano positivo, se não tanto no campo dos resultados econômicos, com certeza na preparação para o depois da crise.
Porque uma coisa é certa: o Brasil é muito maior do que o buraco. E o país que vai surgir daqui um tempo será melhor do que o atual. Os parâmetros éticos, os princípios empresariais e pessoais, a moral na vida pública sairão fortalecidos pelas medidas adotadas contra a crise e contra o que vinha sendo feito de ruim e errado em todos os níveis da administração pública.
Agora é o momento de acreditar. A pessoa honesta, que até algum tempo atrás estava sendo chamada de boba, é a dona da vez. Acredite, a vez da competência e da honestidade está chegando.
Fonte: SindSegSP, em 06.01.2017.