Por Alexandre Sammogini

Com a participação de dirigentes e especialistas, a Abrapp promoveu no último dia 12 de fevereiro o workshop voltado à estruturação temática do 47º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, a realizar-se em outubro próximo. Mais uma vez, essa tradicional troca de ideias e reflexões serviu como ponto de partida do êxito de uma nova edição do Congresso, emergindo como primeira contribuição para a definição nas próximas semanas e meses do tema-central e da programação do evento cada vez mais reconhecido como o maior do segmento no mundo.
Realizado presencialmente na sede da Abrapp em São Paulo, participaram do workshop Devanir Silva, Diretor-Presidente da Abrapp, Murilo Flores, Vice-presidente e Responsável pelas Relações Institucionais da Abrapp, Jarbas de Biagi, Diretor-Presidente da UniAbrapp, Carlos Alberto Pereira, Diretor-Presidente do Sindapp, Henrique Jäger, Presidente do ICSS, Márcio de Souza, Presidente do Conselho Deliberativo da Abrapp, Luis Ricardo Marcondes Martins, Vice-Presidente do Conselho Deliberativo da Abrapp, Guilherme Velloso Leão, Presidente dos Conselhos Fiscais AISU e Ricardo Pena, Diretor-Superintendente da Previc. Pela primeira vez não apenas a Previc, mas também o Ministério da Previdência, se fizeram presentes e puderam assim contribuir para o próximo CBPP.
Devanir Silva aponta algumas das direções em que seguiram os debates: “é preciso destacar a participação de grandes formadores de opinião e o que se viu é que, no entendimento desses líderes, nosso segmento vive um momento de transição”. E completou: “já não se trata de enfrentar mudanças regulatórias, na tecnologia e na economia, mas de uma transformação ainda mais profunda, de natureza cultural”.
E num momento como esse, continua Devanir, os participantes do workshop deixaram claro que um dos maiores desafios que o segmento enfrenta reside na comunicação> Neste aspecto, é preciso ir muito além das percepções; é sem dúvida necessário dialogar, construir significados, e externar com clareza os valores defendidos e praticados pela previdência complementar fechada.
E mais ainda, é preciso mostrar-se útil não só aos trabalhadores que já participam do sistema, mas em especial àqueles que ainda desconhecem as entidades fechadas. Nesse sentido, os presentes procuraram valorizar a postura da Abrapp de levar e defender as suas propostas aos candidatos que se apresentarem nas eleições presidenciais deste ano. Seguindo na linha de que “o sistema é confiável e precisa ser visto dessa maneira, mostrando-se capaz de produzir pertencimento e provocar engajamento, é possível fazer muito mais”.
No entender de Devanir, “o rico conteúdo do workshop deixou ainda mais evidente que o 47º CBPP será o melhor Congresso de todos”.
Nesse workshop preparatório, revisitou-se de modo sucinto a avaliação amplamente positiva que cerca de duas centenas de pessoas responderam a uma pesquisa sobre o 46º CBPP, além dos temas que estes gostariam de ver tratados no 47º CBPP neste ano. A isso os participantes do workshop adicionaram uma intensa troca de ideias e reflexões, da qual emergiu o cada vez mais claro sentimento de que o CBPP continua sendo o evento mais significativo do segmento, com a missão de ser provocativo e induzir debates que são fundamentais para o desenho do futuro.
Comunicação e transição – “A centralidade da comunicação, ao lado de encontrar-se o segmento em meio a um período de transição, foram dois dos elementos claramente reconhecidos a figurar no cenário, mas dos debates sobressaíram ainda outras prioridades”, resume Eduardo Lamers, Assessor Técnico da Presidência e da Superintendência Geral da Abrapp.
No quadro geral que foi montado em meio ao debate, com o propósito de através de seu refinamento se chegar nos próximos meses ao tema-central do 47º CBPP, figuraram constatações como a crescente importância da previdência complementar na vida do país e do muito que seus valores e confiança que desperta contribuirão para isso.
A relevância da educação financeira e previdenciária, como parte de um esforço para que o segmento se aproxime do brasileiro comum, é algo que tem sido apoiado por políticas públicas que reconhecem a previdência complementar como um dos pilares do futuro desejado. Um futuro, aliás, do qual muito depende a construção de um novo e mais abrangente modelo previdenciário, como fruto de uma nova reforma da Previdência, desta vez realmente estruturante de novos caminhos e soluções.
Fonte: Abrapp em Foco, em 19.02.2026