A Abrapp constituiu um Grupo de Trabalho para analisar e elaborar propostas para a formação de um fundo para o financiamento de infraestrutura, mais especificamente, para projetos do setor de saneamento básico. Denominado Saneamento Básico BNDES, o novo GT realizou sua primeira reunião na última segunda, 2 de agosto, na sede da Abrapp, em São Paulo. O grupo conta com a participação de representantes das entidades fechadas (EFPC), BNDES e Previc.
“Em face das oportunidades de financiamento do mercado de infraestrutura e, por outro lado, diante das necessidades de diversificação das aplicações das entidades fechadas, a Abrapp está atuando para facilitar a estruturação de um fundo de investimentos junto com o BNDES”, diz Luiz Paulo Brasizza, Vice Presidente da Abrapp e Coordenador do GT. O dirigente explica que, na condição de representante das EFPCs, a Abrapp decidiu formar esse âmbito de discussão para elaborar propostas para viabilizar os investimentos em infraestrutura.
O veículo de investimentos, provavelmente, será constituído na forma de um FIDC - Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios. Outro ponto importante do trabalho do grupo é adoção de critérios e princípios ASG (Ambientais, Sociais e de Governança) para o novo fundo de investimentos. A expectativa é que o fundo alcance a captação de recursos da ordem de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões, em todas as suas etapas, não apenas das entidades fechadas, mas também com a participação de outros investidores institucionais do mercado doméstico e internacional.
Caso o projeto avance e torne-se um caso de sucesso, o Vice Presidente da Abrapp, acredita que a experiência pode abrir caminho para novos fundos para o financiamento de outros setores de infraestrutura, como por exemplo, logística, rodovias, etc. Além disso, a experiência pode incentivar também o lançamento de fundos com o mesmo propósito por outras instituições financeiras. “Se a iniciativa alcançar os objetivos propostas, o mesmo tipo de fundo pode ser replicado para outras áreas de infraestrutura do país”, prevê Brasizza.
Tíquetes acessíveis - A proposta do fundo, que ainda está em fase inicial de discussão, é que seja acessível para EFPCs de todos os portes, inclusive as pequenas e médias. “Uma preocupação é oferecer tíquetes de entrada acessíveis para aplicações de fundos de todos os portes”, revela Brasizza. Os prazos, garantias e benchmarks são outros aspectos que devem contemplar as necessidades das entidades fechadas e de seus planos de benefícios e que estão em análise pelo grupo de trabalho.
Além de Luiz Brasizza, participaram do primeiro encontro do GT os seguintes representantes e dirigentes: Camila Monte de Oliveira Lima (BNDES), Peterson Gonçalves (Previc), Everaldo França (Consultoria PPS), Rogério Tatulli (Previ-Ericsson/Abrapp), João Carlos Ferreira (Valueprev) e Guilherme Velloso Leão (Casfam/Abrapp). O próximo encontro deve ser agendado para ocorrer na sede do BNDES, com a presença do Diretor de Crédito e Participações do banco, André Laloni. A data ainda será confirmada.
Fonte: Acontece Abrapp, em 05.09.2019.