O 12º Conancep – Congresso Nacional da Ancep teve início ontem e se estenderá até quarta-feira (6), em Recife, reunindo perto de 400 contadores, atuários e dirigentes de entidades fechadas, com apoio da Abrapp. Já no primeiro dia surgiu o que parece ter se constituído no principal sentido do evento: a valorização do profissional a ponto de colocá-lo no centro da cena. “O contador não é beque nem atacante, faz o meio de campo, distribui entre as áreas pensando em trabalhar com elas sempre da forma mais integrada possível”, resumiu Sérgio Allan Cabral, coordenador de Contabilidade da Funpresp-Jud e expositor já no primeiro painel do Congresso. O Presidente da Ancep, Roque Muniz, resumiu dizendo que “os contadores continuam atuantes em um mundo que se transforma rapidamente”.
Rodrigo Prado, Consultor Contábil da JCMB, dedicou-se a explicar o pressuposto dessa centralidade dos contadores hoje. Eles vão se tornando centrais na vida das entidades por entenderem cada vez mais que devem ascender à esfera gerencial, leia-se estratégica, compreendendo que o puramente operacional vai ficando para trás ou, ao menos, perdendo muito de sua importância.
Prado até cunhou a expressão: “contador gerencial”. São aqueles profissionais que identificam, medem, analisam, preparam e interpretam as informações para uso da administração, com o objetivo de abrir caminho para o planejamento, avaliação e controle de suas atividades. Ele avança na conceituação: a contabilidade gerencial se volta para as decisões que afetam o futuro, o que é realmente relevante.
Empurrando os contadores para assumir essa postura mais estratégica do que operacional estão as mudanças que ocorrem no mundo. Estudo feito no Reino Unido, relatou Alessander Luiz Brito e Silva, Diretor Leste da Ancep e moderador no painel, mostra que o profissional contábil é um dos mais ameaçados pelas novas tecnologias, que condenam à irrelevância trabalhos repetitivos e meramente de registro, substituídos no futuro por robôs e seus sistemas envolvidos. Brito, como os demais expositores, naturalmente rejeitam tal hipótese, por identificarem mudanças importantes acontecendo.
Fonte: Acontece Abrapp, em 05.06.2018.