COP30, seguros e o custo da inação
- As recentes enchentes no Rio Grande do Sul colocaram um holofote sobre uma questão urgente: como o setor de seguros pode ajudar o Brasil a se preparar melhor para os riscos climáticos?
- Durante evento da CNseg com foco na COP30, especialistas mostraram que o seguro pode - e deve - ser um aliado estratégico na prevenção de catástrofes e na reconstrução mais inteligente do país
“Temos que investir mais em adaptabilidade. E para isso, precisamos desenvolver o setor de seguros junto com o conhecimento de quem contrata”, afirmou Helena Venceslau, do Ministério de Portos e Aeroportos. Ela destacou que uma obra de prevenção de R$ 100 milhões poderia ter evitado prejuízos de R$ 1 bilhão no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre
Outro nome presente foi o da CNseg. O diretor técnico Alexandre Leal reforçou que a cultura da prevenção precisa crescer no país:
“Quanto mais pessoas e empresas usarem o seguro como instrumento de proteção, menor será o custo dos eventos extremos quando eles acontecerem”
Já Vinicius Brandi, do Ministério da Fazenda, lembrou que a agenda climática não é mais sobre o futuro distante:
“Temos que tomar decisões hoje para proteger as futuras gerações. E o seguro de catástrofe é parte essencial dessa conversa”
A discussão contou também com o apoio do deputado Fernando Monteiro (Republicanos-PE), defensor da atuação do setor como suporte social:
“O seguro é uma ferramenta de auxílio ao orçamento das famílias”
Regulação mais moderna em pauta
O tema da regulação também movimentou Brasília. Em evento promovido pela FGV, o debate girou em torno dos caminhos para uma supervisão mais eficiente e adaptada à realidade do setor.
Alexandre Leal, da CNseg, lembrou que a análise de impacto regulatório é uma ferramenta essencial — mas que precisa de preparo técnico:
“Não se implementa da noite para o dia. O regulador precisa estruturar equipes. E o setor também precisa estar pronto para analisar alternativas com foco em resultados concretos”
O encontro também apresentou a pesquisa “Ferramentas de Melhoria Regulatória no Setor de Seguros”, com destaque para a importância da participação ativa do mercado no processo normativo.
Prevenção ainda distante da realidade
Mesmo com desastres naturais cada vez mais frequentes, os números mostram que o seguro ainda está longe de ser uma prioridade no Brasil:
- R$ 600 bilhões: esse é o total de perdas causadas por eventos climáticos no país entre 2000 e 2024, segundo o Ministério da Integração
- 57 bilhões foram só em danos habitacionais
- Mais de 9 milhões de pessoas ficaram desalojadas
- Apenas 17% das casas têm seguro residencial, de acordo com a FenSeg
- Menos de 0,1% contam com cobertura contra alagamentos ou enchentes, segundo a Susep
Você sabia?
O Seguro Habitacional quita o saldo devedor do imóvel em caso de falecimento ou invalidez permanente do comprador — ou de outro provedor de renda familiar incluído no financiamento.
A indenização é proporcional à renda do segurado. É um item obrigatório no financiamento e uma proteção importante para a família.
Tá na rede: Lady Gaga e... seguro para estatueta?
Lady Gaga brilhou no Video Music Awards levando quatro prêmios — incluindo “Artista do Ano”. A icônica estatueta do VMA já chegou a ser leiloada por 60 mil dólares!
E aí, tem seguro pra isso?
A resposta: depende. Mas sim, existem apólices especiais para bens de alto valor, como joias, obras de arte e coleções de prêmios. Tudo com consultoria especializada e análise caso a caso.
Fonte: CNseg, em 12.09.2025