A digitalização e os cuidados híbridos são ações prioritárias para otimizar os diagnósticos, reduzir o desgaste dos profissionais e melhor qualidade de vida dos pacientes
Os modelos atuais de prestação de serviço no setor da saúde baseiam-se na ideia de que os médicos continuarão a ter longas horas de trabalho, frequentemente de plantão e sem remuneração adequada. Porém, isso vem mudando e os profissionais de saúde também estão buscando o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Muitas vezes motivados pela missão, eles desejam ver melhores resultados e experiências para seus pacientes e para si próprios. E para compreender melhor os impulsionadores da escassez de mão-de-obra na área da saúde, a EY, uma das principais empresas de auditoria e consultoria do mundo, realizou o EY Global Voices in Health Care Study 2023 em 11 países, incluindo o Brasil, que indica que os três principais fatores que os levam a considerar abandonar a profissão: falta de autonomia ou controle (42%), sobrecarga (38%) e dano moral e preocupações com a segurança do paciente (27%).
“O estudo mostra que os médicos pedem por modelos que coloquem os pacientes em primeiro lugar, sem sacrificar a qualidade de vida. E mais do que isso, os sistemas de saúde devem ajudar a garantir que os médicos da linha da frente obtenham conhecimentos práticos a partir dos dados dos pacientes para melhorar os resultados”, conta Leandro Berbert, sócio-líder de Health Sciences & Wellness da EY Brasil.
Outro ponto de atenção da pesquisa é que há uma desconexão entre as perspectivas do médico e do sistema de saúde. Enquanto os médicos enfrentavam pacientes doentes, desafios financeiros e custos laborais exorbitantes, os executivos dos sistemas de saúde tendiam a concentrar-se nos salários em resposta à escassez de profissionais (39%), provendo iniciativas de educação (33%) e benefícios de bem-estar (22%).
Fonte: FBH, em 31.01.2024