Por Antônio Bitto
Para seguir crescendo, setor dependeria de mais emprego e muito melhor distribuição de renda no Brasil
A polêmica em torno da possibilidade de pagamento do piso salarial nacional para a enfermagem é apenas o complemento para o intenso noticiário das últimas semanas sobre saúde suplementar. Planos de saúde queixam-se de resultados operacionais muito ruins. Hospitais privados reclamam dos planos porque estes criam toda sorte de dificuldades para pagar pelos serviços já prestados. Planos denunciam, com razão, redes de fraudes, especialmente nos casos de reembolso. E os consumidores da saúde suplementar aguardam, assustados, pela temporada de reajustes dos já caríssimos planos.
A questão do piso, assim, funciona como o último elo de uma cadeia de problemas que marcam a saúde suplementar. A impossibilidade, para a maioria absoluta dos hospitais brasileiros, de efetuarem o pagamento do piso sem o surgimento de uma fonte adicional de receita deve levar a um indesejável movimento de contenção de investimentos e revisão de custos, em particular com pessoal.
Fonte: JOTA, em 25.05.2023