O aumento da longevidade, de um lado, e a queda da taxa de natalidade, de outro, levarão cada vez mais o Brasil - e não apenas o nosso País - a ter cada vez mais gente recebendo benefícios do que pagando a Previdência Social, com um desequilíbrio crescentes das contas previdenciárias. Esse é um dos pontos de partida que Luis Ricardo Marcondes Martins, presidente do OABPrev-SP e diretor da Abrapp, utiliza em seu artigo na Revista Eletrônica da CAASP-Caixa de Assistência dos Advogados de SP para introduzir a inexorabilidade da reforma da Previdência. “Uma análise histórica, desapaixonada e livre de ideologias indicará tecnicamente a gravidade do momento vivido e, a partir de demonstrações matemáticas, a necessidade de reformulação da Previdência”, diz Martins em seu texto, onde afirma estar em busca de algo ao mesmo tempo sustentável e cuja implantação não eliminasse direitos de quem quer que seja. No artigo propõe um modelo bipartido em Previdência Básica e Previdência Complementar, esta última animada por uma governança avançada e fomentada por estímulos tributários à altura do muito que o País teria a ganhar com a expansão da poupança previdenciária. Em sua análise do quadro atual e de seus possíveis desdobramentos, Martins se estende nos muitos fatores a serem considerados e se aprofunda em cada um deles, conforme o leitor poderá ver em http://www.caasp.org.br/RevistaDigital/ed25/revista_caasp_25.html
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 11.10.2016.