Por Alexandre Sammogini
Não são apenas as entidades fechadas de médio e grande porte que têm demonstrado interesse crescente em participar da Pesquisa Remuneração Total. As entidades de pequeno porte também estão participando em número cada vez maior no levantamento sobre remuneração dos profissionais do sistema de previdência fechada. A pesquisa é realizada a cada dois anos pela Abrapp em parceria com a consultoria Korn Ferry Hay Group.
Os resultados da pesquisa foram apresentados na reunião desta quarta-feira, 17 de maio, da Comissão Técnica Nacional de Recursos Humanos, realização em São Paulo, na sede da Abrapp. Agora faltam acertar os detalhes finais para a apresentação e entrega da pesquisa nos próximos dias 8 e 9 de junho no 13ºEncontro Nacional dos Profissionais de Recursos Humanos da Abrapp, que ocorre no Rio de Janeiro.
“Chamou a nossa atenção que das 16 entidades estreantes na pesquisa, sete são de pequeno porte”, ressalta Wuederson Ferreira da Silva, Coordenador da Comissão Técnica Nacional de Recursos Humanos (CTNRH) da Abrapp. A pesquisa de 2017 apresentou participação recorde de 119 entidades ante 103 do levantamento anterior. “Além do número recorde, comemoramos a maior participação de entidades de pequeno porte, a maioria delas com quadros formados entre um e dez funcionários”, diz o Coordenador da CTNRH. O dirigente ainda lembra da maior participação de entidades da região nordeste no atual levantamento da pesquisa.
O aumento da participação na pesquisa, diz o Diretor da Abrapp, Manoel Morais, que acompanha o trabalho da CTNRH, deve-se ao trabalho de aproximação e atração das entidades no dia-a-dia da associação e ao forte trabalho de divulgação da comissão. Outro fator, é o aumento da qualidade do levantamento a cada nova edição. “O sistema tem percebido o aumento da qualidade da pesquisa, que já se tornou uma grande referência para os profissionais de recursos humanos”, diz Morais.
Aprimoramento – Segundo o Diretor da Abrapp, a Pesquisa Remuneração Total tem passado por um processo de importante lapidação no conteúdo das informações até sua apresentação final. A metodologia também tem passado por evolução que permite a realização de comparativos para entidades de qualquer porte e nível de cargos.
O relatório final da pesquisa permitirá a análise da evolução na remuneração em comparação com a inflação e com outros segmentos do mercado. Isso é possível porque a consultoria permite a comparação com informações gerais de outras empresas de distintos segmentos como indústria e serviços.
O Coordenador da CTNRH, Wuederson Silva, reforça a importância do trabalho dos membros da comissão que têm se reunido diversas vezes e realizado sugestões para melhorar a organização das informações da pesquisa junto à consultoria. “Não se trata de um produto de prateleira da consultoria. É uma pesquisa bem específica que contou com a participação direta dos profissionais das entidades”, diz Silva.
Uma das sugestões que foram incorporadas ao recente levantamento foi a separação da família de atuários (previdência) da família de profissionais de benefícios. “A categoria dos atuários é distinta da família do pessoal de benefícios. Antes estavam reunidos na mesma família e dificultava a visualização da remuneração de cada categoria”, comenta o Coordenador da TNRH.
Saúde - Outra família que foi mantida à parte no levantamento foi a da saúde. Apesar da ênfase no negócio principal de previdência das entidades, a pesquisa não deixou de levantar informações sobre os profissionais da área de saúde. Isso é importante para as entidades que ainda mantêm a atuação na saúde suplementar.
Uma das principais novidades é o levantamento de informações sobre a remuneração de conselheiros. “É a primeira vez que precificamos a remuneração de membros dos conselhos deliberativo e fiscal das entidades. É um assunto que as entidades tem demonstrado interesse crescente e resolvemos incorporar na pesquisa desse ano”, diz Silva.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 18.05.2017.